Sociedade

Covid-19: Mercados obedecem horário estipulado na quarentena

Edna Mussalo

Os vendedores dos mercados do São Paulo, dos Congoleses e do Asa Branca passaram a encerrar a actividade laboral às 13 horas, em cumprimento do Estado de Emergência que o país observa, face à pandemia da Covid-19.

Fotografia: DR

Numa ronda efectuada pela reportagem do Jornal de Angola, constatou-se que as administrações destes mercados têm pautado pelo cumprimento da lei, que proíbe o funcionamento destes para além das 13 horas. Pena é que ao redor do mercado do Asa Branca existem um outro, a céu aberto, sem o mínimo de condições de higiene, onde são comercializados produtos de primeira necessidade e não só, colocando em risco a vida dos clientes. 

Entre os bens comercializados, destacam-se alimentos perecíveis, balões de roupa usada, calçado, material escolar entre outros produtos, que são vendidos em cima de pedras e de sacos plásticos colocados no chão, rodeados de lama, água parada e lixo, susceptíveis de gerarem doenças.
Algumas câmaras frigoríficas, destinadas à conservação e comercialização do peixe são abertas, clandestinamente, para a venda a grosso e a retalho.
Além da venda no espaço adjacente ao mercado do Asa Branca, os comerciantes e os clientes não acataram as medidas de prevenção, expondo-se sem quaisquer “kits” de protecção que são recomendados pelas autoridades sanitárias, para evitar contágio da pandemia Covid-19.
Também não é permitida a aglomeração de pessoas em determinados locais como temos assistido nos mercados, contrariando às regras impostas pelas autoridades.
De acordo com um agente de segurança do mercado, que preferiu o anonimato, os mesmos vendedores do mercado Asa Branca são os que tomam de “assalto” os espaços adjacentes, tão logo que dão por encerrado as portas, por volta das 13 horas.
Disse que tem sido assim diariamente, uma forma que os vendedores encontraram para dar continuidade a actividade e poder despachar a mercadoria.

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