Sociedade

Covid-19: Reunidas condições nas Maternidades Lucrécia Paím e Augusto Ngangula

Alberto Quiluta

Uma área específica para atender casos suspeitos da Covid-19, incluindo salas de isolamento bem equipadas, foram criadas na Maternidade "Lucrécia Paím", no quadro do combate a pandemia da Covid-19, que no país já causou duas mortes, anunciou ontem, em Luanda, a directora-geral da instituição.

A directora da maternidade central de Luanda exibindo um dos três ventiladores de que dispõe a instituição hospitalar
Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

Maria Manuela Mendes anunciou que uma das salas da Maternidade Central foi transformada e equipada com diverso material de ponta, entre camas e ventiladores, propícios para combater a pandemia. A directora-geral da "Lucrécia Paím" disse que as gestantes, ao dar entrada na maternidade, são submetidas a um "rigoroso processo de interrogatório", que permite saber se a mesma esteve de viagem ou teve algum contacto com pessoas suspeitas da doença. 

Maria Manuela explicou que depois do interrogatório, se o resultado da paciente der positivo, a mesma é, imediatamente encaminhada para uma área reservada, onde é consultada, medicada e internada. "Como medida de precaução orientamos, no dia a dia as nossas pacientes a lavar as mãos com água e sabão, desinfectando-as com álcool em gel", explicou.

A responsável da maternidade "Lucrécia Paím" informou que todas as consultas pré-natais na instituição estão garantidas, salientando que as mesmas devem apenas ser realizadas por profissionais de saúde. Segundo a directora-geral da maternidade central de Luanda, actualmente a instituição atende diariamente entre 200 a 600 parturientes, efectua todos os dias 100 a 120 partos, e 30 a 40 cesarianas. Maria Manuela elogiou a prontidão e zelo dos funcionários no cumprimento das tarefas diárias, e apontou como principal dificuldade a falta de meios de transporte para apoiar os trabalhadores, que são "imprescindíveis" à instituição.

Augusto Ngungula

A directora da Maternidade "Augusto Ngangula, Lígia Alves, disse que a instituição conta com as condições "necessárias" para acolher casos suspeitos da pandemia, salientando que todas as áreas da instituição funcionam com normalidade. A exemplo da Maternidade "Lucrécia Paím", também no "Augusto Ngangula" foi criada uma sala específica de isolamento, para atender pacientes suspeitos da doença.
No "Augusto Ngangula", explicou, o movimento diário nas urgências é de 120 a 150 pacientes, com uma média de parto de 60 a 70 por dia. Lígia Alves informou que 30 a 40 por cento destes partos são cirúrgicos. Os pacientes da maternidade de referência em Luanda são, normalmente, provenientes dos municípios de Cacuaco, Cazenga, Sambizanga, incluindo da Ilha de Luanda e até de zonas longínquas da capital.

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