Sociedade

Covid-19: Sob para quatro o número de angolanos infectados

Alexa Sonhi e Edivaldo Cristóvão*

O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19) em Angola subiu de três para quatro, sendo todos cidadãos angolanos provenientes recentemente de Portugal, anunciou esta quinta-feira, em Luanda, a ministra da saúde, Síllvia Lutucuta.

Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta
Fotografia: DR

O novo caso positivo trata-se de uma angolana de 41 anos de idade, regressada a Angola, vinda de Lisboa (Portugal). Até esta quinta-feira, Angola contava com apenas três casos positivos, os primeiros dois dos quais haviam sido anunciados pelas autoridades a 21 e o terceiro a 23 deste mês.

Os três casos anteriores são de cidadãos angolanos provenientes também de Portugal, que regressaram a Angola nos dias 17 e 18 de Março. No mundo, mais de 400 mil pessoas estão infectadas com essa pandemia, que já provocou a morte de mais de 20 mil mortes, com a Itália a liderar o número de óbitos, seguida da China e Espanha.

Doze casos isolados aguardam resultados

Doze casos suspeitos de Covid-19 estão isolados no Centro de Tratamento da Barra do Kwanza, anunciou ontem, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública. Franco Mufinda, que falava em conferência de imprensa, disse que os 12 casos suspeitos aguardam pelos resultados laboratoriais.
Nesta altura, estão em quarentena 526 pessoas, um número que vai aumentando de acordo com as denúncias dos cidadãos por via do terminal 111.
“A linha telefónica disponível, até quarta-feira, recebeu 30 chamadas, onde foram notificados 20 casos suspeitos”, disse.
O secretário de Estado garantiu que as equipas de vigilância epidemiológica continuam a ser formadas, com a inclusão da Polícia Nacional, no sentido de torná-las mais funcionais, para dar melhor resposta aos casos suspeitos que surgirem.
Franco Mufinda enalteceu a declaração do Estado de Emergência, pelo Presidente da República, porque vai ajudar no controlo dos casos, fazendo com que a pouca exposição das pessoas, reduza o risco de contágio.

“Chamamos atenção à população para não andar pelas ruas desnecessariamente, que continuem com as medidas de prevenção, lavando as mãos com água e sabão, o uso do álcool gel, máscaras e luvas”, alertou.
Referiu ainda que a vigilância dos dois condomínios, nomeadamente em Talatona e Belas, onde surgiram os primeiros casos de Covid-19, continua a ser feito com rigor, destacando que todos os moradores estão a ser rastreados e permanecem em quarentena.
O secretário de Estado realçou que o risco de transmissão no mundo continua alto, até ontem, foram registados mais de 400 mil casos confirmados do Covid-19 e 18 mil óbitos, com maior realce para Europa, concretamente em Itália.
África tem 1.600 casos confirmados, com 29 óbitos. Angola continua com os três casos confirmados e estão estáveis e internados.

Clínicas disponíveis

As Clínicas Luanda Medical Center e Sagrada Esperança têm um protocolo aprovado pelo Ministério da Saúde, para efectuar o despiste de casos suspeitos de Coronavírus por via telefone, através do CISP (Centro Integrado de Segurança Pública), com a linha 111 e da ISOS 923 165 191.
A linha da Luanda Medical Center é 943 283 942 e da Sagrada Esperança 923167 960.
O atendimento e o rastreio telefónico serão feitos de acordo com o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, com base nas informações que o utente prestar.
Em caso de confirmação da suspeita, a pessoa será encaminhada para uma das zonas reservadas para o tratamento da doença (Barra do Dande ou do Kwanza), as únicas unidades especializadas e autorizadas para tratamento do Covid-19.
Se a pessoa não estiver dentro do grupo de risco, que incluem idosos e portadores de doenças crónicas, o tratamento poderá ser realizado em regime de quarentena domiciliar, mediante a validação médica.
Esta medida visa evitar enchentes e deslocações desnecessárias às clínicas e hospitais, uma vez que as unidades sanitárias são sempre uma fonte de contágio de várias doenças.

Com Angop

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