Sociedade

Crianças com insuficiência renal têm boa assistência

Mazarino da Cunha |*

A ministra de Estado para a Acção Social, Carolina Cerqueira, ressaltou o compromisso do Governo na melhoria das condições de vida das famílias e o desenvolvimento do país, com prioridade às crianças.

Carolina Cerqueira ressalta compromisso do Governo com a saúde
Fotografia: Alberto Pedro | Edições Novembro

Ao falar, quinta-feira, na cerimónia de inauguração de uma Unidade de Cuidados Intensivos e sala de hemodiálise no Hospital Pediátrico David Bernardino, Carolina Cerqueira disse estarem criados os pressupostos fundamentais para que se possa dar uma assistência adequada aos pacientes com insuficiência renal.
“É um privilégio poder testemunhar este acto que marca o início da actividade da nova Unidade de Cuidados Intensivos e hemodiálise. Com esta unidade, este hospital de referência ganha, assim, mais valências, que vão contribuir para melhorar a qualidade de vida das crianças, a segurança e a tranquilidade para as famílias”, disse.
Acrescentou que o trabalho desenvolvido pelo hospital nos domínios da saúde preventiva, curativa e de reabilitação das crianças com patologias de média e alta complexidade, por meio de uma política de investigação, formação permanente do pessoal, é baseado no uso de tecnologias adequadas.
A remodelação e apetrechamento em equipamentos de ponta, de alta complexidade desta unidade, adiantou, permite afirmar que será melhorada a assistência às crianças e evitar que sejam transferidas para outras unidades, usufruindo plenamente de uma unidade de referência nacional nos cuidados pediátricos.
Além dos investimentos em equipamentos e obras de melhoria, a ministra frisou, ainda, a capacitação dos profissionais das mais diversas categorias, visando um atendimento qualificado e sobretudo humanizado.
Ressaltou que a causa mais frequente de insuficiência renal aguda das crianças é a malária, pelo que recomenda a literacia dos pais e dos responsáveis e o uso de mosquiteiros impregnados com insecticidas.
A nova sala de hemodiálise está equipada com três máquinas de diálise. Com os novos serviços, o hospital deixa de transferir crianças para as outras unidades, públicas e privadas.
A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, ressaltou a importância dos dois serviços de tratamento para as crianças, lembrando que em 2018 foram internadas 46 crianças com insuficiência renal.
Dos 46 doentes com insuficiência renal, disse a ministra da Saúde, 29 necessitavam de terapia de substituição renal (TSR), 24 faziam hemodiálise no Hospital Josina Machel e cinco paritoneal na Clínica Girassol.

Desconhecido vírus letal

A ministra da Saúde afirmou que as autoridades nacionais desconhecem a existência de qualquer caso de morte de cidadãos angolanos, supostamente contaminados por um vírus de alta letalidade.
Em entrevista à Televisão Pública de Angola, a governante disse que tomou conhecimento, pelas redes sociais, de uma informação que dava conta da suposta contaminação de uma cidadã angolana radicada na Alemanha, mas que, até agora, o país não recebeu a confirmação de qualquer entidade de supervisão internacional. Informou que, ainda assim, as autoridades sanitárias intensificaram o controlo e fiscalização, sublinhando que serão feitos, em breve, novos exames laboratoriais, extensivos à água potável distribuída em Angola, para confirmar ou não a denúncia.
Num áudio publicado recentemente nas redes sociais, uma cidadã diz ter sido acometida de sintomas desconhecidos provocados por um vírus, como resultado da água consumida aquando da sua estada em Angola.
As denúncias referem que o suposto vírus, alegadamente proveniente da água, ataca o cérebro e causa febres muito altas, provocando fortes dores de cabeça, paralisação dos membros inferiores e problemas de visão.
*com Angop

 

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