Sociedade

Cuanza-Norte: Fortes chuva fazem dois mortos e deixa mil pessoas ao relento

Marcelo Manuel | Ndalatando

Duas pessoas morreram devido a uma descarga eléctrica e outras mil estão ao relento, em consequência de fortes chuvas que caíram, na sexta-feira, em cinco municípios da província do Cuanza-Norte.

Chuva começou por volta das cinco horas de sexta-feia e efectou vários municípios da província
Fotografia: Nilo Mateus | Edições Novembro

Além das vítimas mortais, 119 residências ficaram destruídas. A chuva começou por volta das cinco horas de sexta-feira e afectou os municípios de Ambaca, Cazengo, Golungo-Alto, Lucala e Samba-Cajú.  Na localidade de Mulaza, município de Ambaca, uma jovem de 28 anos e sua filha perderam a vida devido a uma descarga eléctrica, quando se deslocavam para o campo em busca de carvão vegetal.

O Cazengo é o município mais afectado, com mais de 500 pessoas desalojadas e 284 casas inundadas. Os bairros mais atingidos são os da Ilha, Onze de Novembro, 28 de Agosto e São Felipe.  Algumas casas junto ao rio Muembeje, nos bairros Sambizanga e Posse, foram afectadas devido à subida dos níveis de água. No Lucala, há registos de duas casas destruídas e 20 pessoas ao relento.

De acordo com o comandante provincial dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Zacarias Quinanga, o número de sinistrados pode aumentar nos próximos dias, devido ao levantamento que está a ser realizado a nível das diversas comunidades afectadas.

Zona de São Felipe

O caos urbano vivido na capital do Cuanza-Norte, aliado às construções em zonas de risco, como margens dos rios, linhas de água, encostas das montanhas, linhas de alta tensão e ferroviária, levou o governo da província a direccionar estratégia para reverter a situação, através da criação do Projecto urbanístico de São Felipe, zona Sudeste de Ndalatando.
Segundo o governador, Adriano Mendes de Carvalho, o projecto estratégico visa responder satisfatoriamente à procura pela habitação e espaços condignos, onde se possa desenvolver actividades que concorram para a melhoria da qualidade de vida da população.
Adriano Mendes de Carvalho disse que o mesmo será implementado numa área de 704 hectares, dos quais 120 estão destinados para a habitação, dando origem a 3.676 lotes que poderão albergar 18.380 pessoas.
Informou que vários meios para o arranque do projecto já estão em Ndalatando, mas que, infelizmente, a zona seleccionada, para o efeito, tem um suposto dono que faz “braço de ferro”, negando a cedência do referido terreno.

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