Sociedade

Cuanza-Norte: Sensibilização sobre a pandemia chega à povoação do Luinha

Isidoro Natalício | Ndalatando

As medidas de prevenção contra a Covid-19 foram, recentemente, transmitidas à população da povoação do Luinha, comuna da Canhoca, no município de Cazengo, província do Cuanza-Norte, por membros do Governo local.

Vista parcial da sede municipal do Cazengo
Fotografia: DR

Distanciamento entre as pessoas, lavar as mãos com água e sabão, várias vezes ao dia, beber regularmente água, com algumas gotas de limão, foram as recomendações dos técnicos e acatadas pela população do Luinha, povoação com grande potencial na na produção de limão e banhada pelo rio Luinha.

Apesar do isolamento da localidade, devido ao estado avançado de degradação da via de cerca de 23 quilómetros, da povoação até à Estrada Nacional 230, e a interrupção dos comboios do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL), aldeões do Luinha revelam terem alguns conhecimentos sobre a pandemia que tem assolado o mundo, desde finais do ano passado.

“Nos informamos pela televisão, por via satélite, adquirida pelo tio Vavá, comerciante que também possui cantina e toca música, para animação da juventude, sempre que há combustível para o gerador”, contou, à reportagem do Jornal de Angola, a aldeã Maria Sengue. A par da sensibilização sobre o coronavírus, a comitiva governamental, encabeçada pelo governador da província, Adriano Mendes de Carvalho, abordou outras questões da realidade socioeconómica da povoação.

Além do limão, Luinha produz maracujá, banana, derivados da mandioca e carvão, comercializados nas cidades de Ndalatando e Luanda, uma rotina interrompida pelo Estado de Emergência. O administrador comunal da Canhoca, Domingos Joaquim, estima que vivam no Luinha mais de 800 pessoas, algumas das quais provenientes de Luanda, que ali se fixaram para a produção agrícola e caça.

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