Sociedade

Cunene nas prioridades da campanha contra o VIH

Domingos Calucipa | Ondjiva

A província do Cunene consta das prioridades da campanha “Nascer Livre para Brilhar”, por registar a maior taxa de incidência e prevalência do país, fi-xada em 6.1 por cento de novas transmissões de VIH, declarou ontem, em Ondjiva, a Primeira-Dama da República.

Primeira-Dama conclui visita à província do Cunene
Fotografia: Angop

Ana Dias Lourenço, que falava no final de uma visita de dois dias à província, no âmbito da massificação da campanha "Nascer Livre para Brilhar", disse que depois de ter sido lançado o desafio, em Dezembro de 2018, no Moxico, Cunene acolhe a primeira visita de trabalho fora da capital do país, por registar a maior taxa de incidência e de prevalência.
Dados do Ministério da Saúde indicam que depois do Cunene seguem-se as províncias do Cuando Cubango, com cinco por cento e Moxico com quatro por cento.
A Primeira-Dama lembrou que com esta campanha pretende-se reduzir a taxa de transmissão do VIH de mãe para filho de 26 para 14 por cento em 2021, além de elevar o uso do preservativo pelos jo-vens entre os 15 e os 24 anos e melhorar a qualidade dos cuidados pediátricos.
Sustentou que para atingir os objectivos propostos, foi aprovado o Plano Operacional 2019/2021 a ser implementado nas 18 províncias e liderado pelas esposas dos respectivos go-vernadores, com o apoio técnico do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida.
Ana Dias Lourenço de-fendeu maior engajamento dos parceiros na educação e consciencialização da população e das famílias, em particular das mulheres em idade fértil, grávidas, adolescentes e homens sobre o VIH-Sida.
Sublinhou que o estigma e a discriminação, a falta de conhecimento ou de informação sobre a do-ença fazem com que muitas grávidas, vivendo com VIH, não beneficiem dos serviços de saúde. Por este facto, continuou, deve-se, de forma coordenada, falar sobre estas questões nas escolas, igrejas, e comunidades.
No Cunene, a Primeira-Dama visitou unidades sanitárias de Ondjiva, Xangongo e Namacunde, onde constatou o funcionamen-to dos serviços de saúde reprodutiva, nomeadamente salas de consultas pré-natal, de prevenção do VIH de mãe para filho, de aconselhamento e testagem e laboratórios.
Ana Dias Lourenço procedeu ainda à entrega de um donativo às vítimas da seca, composto por 200 sacos de arroz , 100 caixas de óleo alimentar, 20 sacos de açúcar de 50 quilos, 30 atados de roupa usada, cinco motos de três rodas, sendo uma equipada com cisterna e outra com serviços de ambulância e material gastável hospitalar.

Crianças livres de VIH
Durante o primeiro trimestre deste ano, 92 bebés de mães seropositivas nasceram livres da doença na maternidade do Hospital Geral de Ondjiva, no quadro do programa de corte vertical.
Segundo a responsável da área, Suzana da Silva, durante este período foram realizados 1.107 partos, 92 dos quais de mães seropositivas.
A campanha nacional “Nascer Livre para Brilhar" foi lançada em Dezembro de 2018 e tem como meta a redução da taxa de transmissão do VIH de mãe para o filho de 26 por cento, em 2019, para 14 por cento até 2021.

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