Sociedade

Defendido surgimento de cooperativas de reciclagem

Helma Reis

O Executivo deve fomentar o surgimento de cooperativas de reciclagem nos municípios, para ensinarem como escolher e separar o lixo, defendeu, em Luanda, a gerente da empresa Global Manutenção Serviços Técnicos, empresa vocacionada para a reciclagem de plástico.

Resíduos sólidos devem ter melhor aproveitamento
Fotografia: Benjamim Cândido | Edições Novembro

Patrícia de Carvalho, que falava ao Jornal de Angola, na Expo-Indústria, realizada, há dias, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, defendeu a necessidade do surgimento de cooperativas de reciclagem por ajudarem na redução da quantidade de lixo que vai para o aterro sanitário e dos custos que o Estado paga às empresas de recolha de resíduos sólidos.

“Precisamos que o Executivo olhe para o sector ambiental com outros olhos”, declarou Patrícia de Carvalho, que explicou estar a Global Manutenção Serviços Técnicos a comprar, à porta da fábrica, bidões que são, depois, transformados, por via da reciclagem, em matéria-prima para a indústria nacional.
A fábrica da Global Manutenção Serviços Técnicos tem capacidade para produzir, por hora, uma tonelada e 200 quilos de matéria-prima, precisando apenas que lhe forneça lixo, assegurou Patrícia de Carvalho.
De acordo com a responsável, a empresa já chegou a exportar matéria-prima resultante da reciclagem para a Turquia e Espanha, mas deixou de fazê-lo, há dois anos, por serem altos os custos de exportação.
Criticou as empresas que, em vez de enviarem para o exterior matéria-prima, exportam resíduos, o que “não é bom para a imagem de Angola”, que deve ser vista como um país que contribui para a qualidade do ambiente e não como exportador de lixo.
Patrícia de Carvalho adiantou que as empresas que exportam resíduos não criam novos postos de trabalho. Defendeu, por outro lado, a redução das taxas para quem exporta matéria-prima processada e não o lixo.

 

 

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