Sociedade

Deficiência auditiva atinge mais de 35 mil angolanos

Alberto Quiluta

Angola tem 656.258 pessoas com deficiência, o que representa 2,5 por cento da população e deste número, 35.665 são portadores de deficiência auditiva, sendo que 16.117 encontra-se em zonas urbanas e 19.548 no meio rural, revelou, hoje, em Luanda, a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher.

Imagem da abertura da jornada do Dia do Deficiente Auditivo
Fotografia: Edições Novembro

Faustina Alves , que falava na abertura da jornada alusivas ao Dia Mundial do Deficiente Auditivo, que se comemora a 27 de Setembro, sob o lema: "A nossa limitação, não é o nosso limite", recordou que o Executivo iniciou um estudo para o desenvolvimento e uniformização da Língua Gestual em Angola, para evitar as interferências de outros países nessa matéria.

Com a expansão da Língua Gestual Angolana, o Ministério da Educação dará início, em breve, ao processo de actualização da Língua Gestual Angolana para a introdução de novas palavras gestuais, informou a governante. Faustina Alves recomendou aos demais ministérios a inserção destes profissionais nas instituição e que a interpretação da Língua Gestual Angolana seja obrigatório nos órgão públicos e privados durante a realização de actos públicos e nos serviços de atendimentos.

A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher disse que o país conta actualmente com 22 escolas especiais, 816 escolas Inclusivas, 147 Salas Especiais, 1.895 salas inclusivas e 28 salas para o atendimento especial. O secretário de Estado da Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, disse que Angola tem graduado, cada vez mais, a inclusão social de pessoas com deficiência.

Em seu entender, embora seja uma longa caminhada a percorrer, a Lei das Acessibilidades vai de encontro ao programa de inclusão. A governadora de Luanda, Joana Lina, disse ser um sinal de disponibilidade fazermos juntos alguma coisa para as pessoas com deficiência auditiva. Joana Lina solicitou à Associação Nacional de Surdos de Angola (ANSA), a apresentação de dados estatísticos para o Governo ter uma ideia de onde pode e deve começar a resolver os vários problemas existente no seio dessa franja da sociedade.

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