Sociedade

Desminagem no país abordada em Londres

A visita que a princesa Diana  efectuou a Angola em 1997 foi recordada durante a realização, na terça-feira, em Kensington Palace, em Londres, de um evento dedicado à desminagem, na qual esteve presente o ministro da Assistência e Reinserção Social, Gonçalves Muandumba.

Diana esteve com vítimas de minas quando visitou Angola como voluntária da Cruz Vermelha
Fotografia: DR

A presença do ministro Gonçalves Manuel Muandumba no evento promovido pelo príncipe Harry, filho da princesa conhecida como Lady Di, responde a um convite da The Halo Trust, uma das maiores organizações não governamentais da área da desminagem no Mundo que teve uma presença significativa no processo de desminagem em Angola.
Um documento do Ministério da Assistência e Reinserção Social, enviado ontem ao Jornal de Angola, refere que participaram ministros e entidades financiadoras da actividade de desminagem oriundos de vários países.
O documento afirma que o encontro constituiu uma oportunidade para a provável captação de financiamento, visando complementar o esforço que o Executivo desenvolve nesse domínio, desde o alcance da paz há 15 anos.
Angola era, ao lado do Cambodja e do Afeganistão, um dos países com mais minas anti-pessoais e anti-tanque implantadas no seu subsolo durante a guerra civil, que terminou a 4 de Abril de 2002.
Organizações internacionais dedicadas à desminagem admitiam que, em Angola, havia uma mina para cada habitante. O processo de desminagem começou com o apoio da comunidade internacional logo que foi alcançada a paz, tendo sido definidas como prioritárias as áreas agrícolas e as vias de comunicação terrestre.
Angola ainda não está totalmente livre de minas, mas o processo de desminagem conseguiu até hoje um robusto resultado em todo o país, permitindo a livre circulação de pessoas e mercadorias e a produção agrícola em muitas áreas anteriormente interditadas.   A princesa Diana visitou Angola em Janeiro de 1997 como voluntária da Cruz Vermelha Internacional e, durante a sua permanência no país, encontrou-se com vítimas de minas em hospitais e centros de tratamento e reabilitação física, além de ter visitado unidades de produção de próteses.
Falecida no ano em que veio a Angola, Lady Di esteve ainda em campos minados e participou em aulas e programas de sensibilização sobre os perigos das minas.

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