Detidos falsários de remédios

André da Costa |
18 de Maio, 2017

Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) da província de Luanda deteve 29 indivíduos, dois dos quais de nacionalidade chinesa, por estarem presumivelmente envolvidos na comercialização de 34 mil quilogramas de medicamentos expirados desde 2013.

A informação foi avançada ontem à comunicação social, pelo chefe do Departamento Central do Serviço de Investigação Criminal de Luanda, inspector-chefe Joaquim Mungongo, que explicou terem os medicamentos sido apreendidos, numa altura em que estavam a ser comercializados nas proximidades do Hospital Geral de Luanda.
Joaquim Mungongo acentuou que, no rol de remédios apreendidos, estão medicamentos que expiraram em 2013 e 2015. Um dos medicamentos é o "complexo de pré-natal", que, caso fosse comercializado, iria colocar em risco a saúde de grávidas e dos seus bebés. 
O oficial do Serviço de Investigação Criminal em Luanda afirmou que dificilmente se dá conta de que se trata de medicamentos com o prazo de validade expirado, por apresentarem "uma boa imagem", devido ao facto de terem sido colocados novos rótulos.
Os rótulos dos medicamentos apreendidos sofreram adulteração nas datas. Os meliantes já tinham em sua posse mais de 30 mil lotes de medicamentos, em cuja etiqueta já dizia que o período de validade apenas terminava este ano.
As datas de caducidade foram apagadas com a utilização de álcool, além de que os arguidos usavam outras "películas colantes", com o novo prazo de validade, nos frascos dos medicamentos apreendidos. Foram também apreendidos os marcadores utilizados na adulteração das datas de expiração dos medicamentos.

Assalto ao Banco Bic

O SIC confirmou também ontem a detenção de três dos sete integrantes do grupo que, no terceiro dia de Maio, assaltou uma agência do banco BIC, situada na Vila do Gamek, distrito urbano da Maianga, município de Luanda.  
Um dos detidos é um tesoureiro do banco. A sua detenção deve-se ao facto de haver fortes indícios de ter participado no assalto à agência, de onde os meliantes levaram um milhão e 600 mil kwanzas.
Antes do assalto, o grupo roubou duas viaturas, uma de marca Land Rover e outra Renaut Sandero, usadas no crime, protagonizado com recurso à arma de fogo.
O inspector-chefe Joaquim Mungongo informou que um dos meliantes é reincidente, por ter participado num assalto ocorrido na mesma agência bancária. 
As duas viaturas e também três armas de fogo foram apreendidas e constam de um lote de materiais apresentados ontem. No total, foram apresentados 16 armas de fogo, 14 viaturas, das quais duas entregues ontem aos seus legítimos proprietários, quatro motorizadas, seis televisores, três catanas, dois aparelhos de som e  500 gramas de liamba. 

Alerta do SIC

O inspector-chefe Joaquim Mungongo alertou a população para não se deixar enganar por burlões que usam determinados argumentos, com o objectivo de extorquirem dinheiro. Joaquim Mungongo disse que o SIC já foi abordado por vítimas de burlões, peritos em enganar com argumentos falaciosos. Há burlões, avisou o oficial do SIC, que conseguem, de diversas formas, o número de telefone de cidadãos, aos quais são colocadas propostas de negócios tentadores, como, por exemplo, o negócio de diamantes e de peças de viaturas.
Entre as artimanhas, os burlões conseguem, às vezes, convencer algumas vítimas a efectuarem determinado depósito com o propósito de receber uma contrapartida financeira alta. Depois de consumarem o crime, os burlões desligam o telefone. Os burlões estão integrados em grupos e cada um desempenha um determinado papel. Há casos em que se fazem passar por cidadãos estrangeiros para darem autenticidade ao negócio.
Joaquim Mungongo pediu aos cidadãos para, em caso de desconfiança, contactarem a unidade policial mais próxima da sua residência ou mesmo  o Serviço de Investigação Criminal da província de Luanda para apresentação de uma queixa.

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