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Dezoito locomotivas do CFB fora de circulação

Dezoito locomotivas dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB) encontram-se paradas, na sua maioria em manutenção, nas oficinas dessa empresa de transporte ferroviário no Lobito, em Benguela, apurou a Angop.

Fotografia: DR

Segundo o director para a área de material circulante do CFB, Luyundulo Kiauzowa, neste momento estão nas oficinas duas locomotivas acidentadas, três avariadas, sete em manutenção e seis outras em reparação.

No entanto, anunciou que em Março mais oito locomotivas entram em manutenção.

Luyundulo Kiauzowa apontou as falhas de comunicação, tracção, sinalização, frenagem pneumática, arranque, compressor e de alimentação eléctrica como as avarias mais frequentes nas locomotivas reparadas nas oficinas do Lobito.

Mas, apesar disso, há 31 locomotivas operacionais que garantem a circulação dos comboios e o transporte de passageiros e mercadorias na rota interurbana Benguela-Lobito e no trajecto interprovincial, entre o Lobito e Luau, na província do Moxico.

Para Luyundulo Kiauzowa, as oficinas têm o controlo da gestão da frota e, dessa forma, os mecânicos ferroviários podem prestar a assistência técnica a uma locomotiva avariada e programar a data da próxima manutenção.

As oficinas do CFB no município do Lobito têm capacidade para reparar quatro locomotivas em simultâneo, bem como uma composição inteira de 13 carruagens ou vagões.

Do Lobito ao Huambo, o CFB controla 217 técnicos nas oficinas de manutenção.

Duzentos e 17 vagões de carga e 56 locomotivas, das quais 48 (do tipo C30) adquiridas à multinacional norte-americana General Electric (GE Transportation), e 66 carruagens de passageiros, compõem actualmente a frota do CFB.

Enquanto as locomotivas estão paradas à espera de manutenção, a procura por transportes ferroviários nas estações aumenta cada vez no interior do País, nomeadamente nas províncias do Huambo, Bié e Moxico, com reclamações constantes sobre a falta de material circulante para os passageiros e o escoamento de produtos agrícolas.

Para dar resposta a esta demanda nas estações, o Caminho de Ferro de Benguela aumentou, esta semana, de dois para cinco o número de comboios de passageiros realizados no longo curso.

O Caminho-de-Ferro de Benguela explora a ligação ferroviária entre o Lobito e Luau, na província do Moxico, leste de Angola, fronteira com a RDC, numa extensão de 1.344 quilómetros. Ao longo do percurso funcionam 67 estações.

 

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