Sociedade

Dia Internacional: Preguiça, um animal cheio de problemas

Osvaldo Gonçalves

Ontem assinalou-se também o Dia Internacional do Animal (Bicho) Preguiça, celebrado todos os anos no terceiro sábado de Outubro. A data não é oficial, mas resulta para aqueles que associam a pobreza ao substantivo feminino, que significa a versão ao trabalho, ócio, insolência e até mandria.

Fotografia: DR

Essa agregação é feita muitas vezes no intuito de justificar a menor condição financeira das pessoas e dos países, sendo, não raras vezes, utilizado para descrever ou apelidar indivíduos segundo a sua raça ou origem.

Na verdade, a data tem como objectivo chamar a atenção para os problemas que este animal enfrenta em todo o mundo. Apesar de estar sempre com uma expressão de alegria no rosto, o bicho preguiça é vítima de caçadores, vendida como animal de estimação, morta por carros, por cabos elétricos, entre outros perigos do meio em que vive.

Como é natural, a data é aproveitada para ensinar as pessoas a viverem mais lentamente e encarar os problemas da vida sem o normal corre-corre a que a sociedade moderna obriga. Os especialistas aproveitam a ocasião para marcar a diferença entre descansar e ser preguiçoso e ao mesmo tempo chamam a atenção para os vários problemas de saúde que podem ser causados por um ritmo de vida mais acelerado e sem as devidas pausas.

Nesta época de pandemia e devido ao necessário distanciamento social, muitos se viram obrigados a encontrar novas formas de trabalho, com vista a angariar os recursos necessários à sua sobrevivência e à das famílias. Uma delas é trabalhar a partir de casa.

Contudo, o “home office”, que pode parecer uma forma privilegiada de trabalho, quando mal gerido, acaba por criar novos problemas para o trabalhador, tanto a nível psicológico, como físico. Além dos problemas domésticos que o trabalho em casa pode trazer, há a dificuldade na gestão do sono. O recomendado é que as pessoas durmam oito horas por dia, para terem todos os benefícios do sono.

Deitar-se tarde e acordar cedo fazem parte do dia-a-dia dos trabalhadores, sobretudo, os obrigados a superar obstáculos variados, como o trânsito das grandes cidades e a insegurança, na hora de ir para o trabalho ou voltar a casa.

Porém, trabalhar em casa pode resultar em mais horas de trabalho e estar sempre disponível para os afazeres domésticos antes entregues a outros profissionais. Além disso, fruto da maior convivência com os filhos, aumentam as cobranças por coisas antes supridas pelos professores na escola.

Tempo

Multimédia