Sociedade

Diabetes atinge mais de um milhão de angolanos

Um milhão e quinhentos mil pessoas com diabetes são atendidas por ano em várias unidades sanitárias do país, o que representa uma taxa de prevalência de 6,5 por cento, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Perda de visão, falência dos rins e amputação dos membros superiores e inferiores são as complicações da diabetes
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro | Sumbe

Falando à Rádio Nacional de Angola (RNA), o médico Anselmo Castelo, membro da Sociedade de Endocrinologia, mostrou-se preocupado com a falta de dados nacionais e defende a realização de um estudo para controlar a epidemia e determinar quantos angolanos vivem com a doença. Em seu entender, a realização do referido estudo poderá servir para ajudar o sector da Saúde a direccionar o tratamento da doença, numa altura em que a taxa de prevalência da diabetes em Angola é aquela referenciada pela Organização Mundial da Saúde.
“Não temos números na-cionais da prevalência da diabetes em Angola. Os nú-meros poderão ser maiores. Só quando fizermos um es-tudo é que poderemos ter uma noção real. Ainda assim, o dado avançado pela OMS é significativo, o que deve implicar tomada de medidas para podermos controlar essa epidemia, por causa das implicações que lhe são associadas”, revelou o médico endocrinologista.
Anselmo Castelo considera que, além do diagnóstico precoce, o Ministério da Saúde precisa investir mais no tratamento da diabetes, criando condições nas unidades sanitárias municipais, “porque continuamos a ter diagnóstico tardio, muitas vezes já com outras complicações”.
É importante que o Estado assuma a responsabilidade de garantir medicamentos para os portadores da doença, para que não cheguem a complicações futuras, disse o especialista no tratamento da diabetes.
A diabetes é uma doença caracterizada pelo aumento do nível de glicose no sangue humano e ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente para o organismo.
A perda da visão, falência dos rins e amputação dos membros superiores ou inferiores, são geralmente as complicações mais frequentes resultantes dessa doença.

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