Sociedade

Dois novos cursos arrancam na Universidade Kimpa Vita

José Bule

Engenharia electrotécnica e hidráulica e saneamento das águas são os novos cursos a implementar este ano lectivo na Universidade Kimpa Vita (UNIKIVI), o que aumentam as opções de escolha dos jovens que procuram alcançar uma licenciatura, soube o Jornal de Angola junto do reitor da instituição.

Universidade pretende evoluir para uma instituição inovadora, de aproximação às comunidades e de fixação de quadros
Fotografia: António Capitão | Edições Novembro

O reitor da UNIKIVI, João Francisco da Silva, explicou que o curso de engenharia hidráulica e  saneamento das águas arranca este ano na Escola Superior Politécnica do Cuanza-Norte (ESPCN), enquanto que o curso de en-genharia electrotécnica vai ser administrada na Esco-la Superior Politécnica do Uíge (ESPU).
A Universidade Kimpa Vita, criada em 2009,  integra a 7ª Região Académica que abrange as províncias do Uige e do Cuanza-Norte, possui quatro unidades orgânicas. No Uíge, funcionam três, a ESPU, Faculdade de Direito e a Faculdade de Economia, e no Cuanza -Norte apenas a ESPCN.
Na província do Uíge, além dos cursos administrados nas Faculdades de Direito e de Economia, os de engenharia informática, contabilidade, gestão, enfermagem e de agronomia estão disponíveis na ESPU.
A Escola Superior Politécnica de Cuanza Norte as-segura a formação superior dos jovens nas áreas de Análises Clínicas e Saúde públi-ca, contabilidade e gestão, agronomia, administração pública e de informática de gestão.
Com um total de 763 licenciados lançados no mercado de emprego, a Universidade Kimpa Vita conta com 228 docentes, destes oito são doutorados, 81 mestres e 139 licenciados.
Este ano, nas quatro unidades orgânicas que compõem a Universidade Kimpa Vita, candidataram-se cinco mil e 700 estudantes para mil e 440 vagas,  810 estão disponíveis no Uíge e 630, no Cuanza Norte.
No ano passado, a UNIKIVI matriculou  sete mil e 993 estudantes. No Uíge, estudaram quatro mil e 293 e outros três mil e 700 na província do Cuanza-Norte, onde a instituição do ensino superior funciona com 58 docentes. A ESPCN possui 12 salas com 60 lugares cada.
UNIKIVI quer ser inovadora e de proximidade.
O reitor João Francisco da Silva disse que a instituição que dirige pretende evoluir para uma instituição inovadora, de aproximação às comunidades e de fixação de quadros na região.
"Estamos a trabalhar para que a nossa instituição seja de referência nacional e internacional, alicerçada na dinâmica do saber universal e propulsor vital do desenvolvimento económico, social e cultural de Angola", disse.
Avançou, que a universidade promove várias actividades académicas, nos domínios das ciências, artes, respeito à diversidade intelectual, promove a busca de mecanismos de promoção de indissolubilidade entre o ensino, investigação e extensão, gestão democrática, transparência e descentralização. 

Combate à corrupção         
Há relatos de casos de corrupção na universidade. Sobre o assunto, o reitor João da Silva afirmou ser um mal que enferma algumas sociedades no mundo, e decretou tolerância zero a todos os que forem apanhados a praticar tais actos.   
“Estamos a combater de forma rigorosa esse tipo de comportamento”.
 Na Faculdade de Direito, por exemplo, tomamos medidas sérias contra os implicados. Por causa disso, no ano passado, um docente foi expulso e outros ficaram suspensos por tempo determinado", explicou.
Quanto a falta de professores, o gestor da UNIKIVI disse que a instituição necessita de 12 docentes, com disponibilidade para trabalhar em tempo integral e de forma exclusiva, para minimizar a carência que existe. "Com o deficit de professores, estamos a aguardar que surjam concursos públicos para enquadrar esses monitores que já são licenciados", disse.
Sobre as infra-estruturas, lembrou que os edifícios onde funcionam as unidades orgânicas foram construídos em 2011, para atender uma determinada capacidade de estudantes.
O reitor João da Silva sublinhou que apesar da grande afluência de candidatos, que procuram todos os anos ingressar na instituição de ensino superior, não foram realizados quaisquer trabalhos de ampliação das infra-estruturas.
A capacidade instalada não suporta a procura de cursos disponíveis na instituição. "Todas as unidades orgânicas necessitam de salas.
A procura é grande. Não podemos admitir mais do que podemos, por falta de salas", e acrescentou que foi feito um redimensionamento dos espaços existentes.
As antigas carteiras ocupavam mais espaços que as actuais, permitem albergar um total de 60 estudantes por turma.
Além dos gabinetes administrativos, laboratórios e auditórios, a Universidade Kimpa Vita conta com 25 salas de aula, seis laboratórios de ensino, uma sala de video conferência e duas bibliotecas.
A instituição também possui uma reprografia, balneários, salas de reuniões, gabi-
netes administrativos, um in-ternato para 100 estudantes, farmácia, residência para professores, ginásio, lavandaria, refeitório, cozinha, quadras polidesportivas, campo de futebol 11, cantinas, três autocarros para transportar os estudantes e uma ambulância de apoio aos serviços de saúde da instituição.
O centro de saúde da instituição recebe obras de am-pliação para se transformar numa clínica universitária.

  Perspectivas da instituição animam a população estudantil

Caso seja ampliada a infra-estrutura, o reitor acredita que até 2030, além do arranque do curso de medicina, a universidade tenha mais de 25 mil estudantes, mil e 100 docentes, 154 investigadores, 105 salas de aulas e 12 laboratórios.
“Até  lá, a previsão é termos pelo menos seis laboratórios de investigação, 74 gabinetes para professores, 35 administrativos, três bibliotecas, dois anfiteatros, três reprografias, três livrarias e quatro refeitórios”, prognosticou.
Informou que no Cuanza - Norte decorrem obras de ampliação do edifício onde funciona a Escola Superior Politécnica do Uíge, consubstanciada na construção de oito salas novas e outras estruturas, capazes de garantir o melhor funcionamento da instituição.
"As obras estão a ser financiadas pelo Governo Provincial do Cuanza- Norte para minimizar a carência de salas", e acrescentou que no Uíge também há garantias das autoridades locais, para no próximo ano arrancarem as obras de ampliação do campus universitário.
"Tudo indica, que nos próximos anos, teremos mais salas de aulas, laboratórios, anfiteatros e outras estruturas necessárias para o melhor funcionamento da nossa instituição", concluiu.
A universidade possui 437 hectares de terreno para facilitar a ampliação do campus.

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