Sociedade

Edifício habitado pode desabar na Baixa de Luanda

O risco de um edifício habitado ruir volta a assombrar a cidade de Luanda, depois do denominado “prédio do banco BIC”, localizado no largo do Pelourinho, Avenida Rainha Ginga, Distrito Urbano da Ingombota, ter registado o desabamento do tecto falso de vários apartamentos.

Fotografia: João Gomes| Edições Novembro

O Serviço Nacional de Potecção Civil e Bombeiros (SNPCB) já recomendou, na última quinta-feira, a evacuação do edifício por estar na iminência de desabar. O prédio, localizado nas proximidades do largo Amizade Angola e Cuba, ex-largo do Baleizão, fica por trás do Comando Geral da Polícia Nacional.
Depois de especialistas dos bombeiros terem feito uma avaliação técnica, no final da tarde de quinta-feira, constataram que o edifício apresenta fissuras e já registou o desabamento do tecto falso de diversos apartamentos.
“É um perigo iminente o actual estado do edifício. A parte exterior está bastante degradada, pelo que há a necessidade de medidas urgentes ”, disse à Angop o chefe do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SNPCB, Faustino Sebastião.
De acordo com o responsável, não se efectuou ainda a evacuação do edifício por falta de uma concertação com os órgãos da administração, nomeadamente Governo Provincial de Luanda, Comissão Administrativa de Luanda e administração distrital.
Com 11 andares e mais de 50 apartamentos, o prédio tem actualmente 30 famílias, as outras já abandonaram por temerem pelo desabamento.
Uma equipa composta por técnicos da administração da Ingombota, Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Polícia Nacional, Fiscalização e do Laboratório Engenharia de Angola, esteve no local e constatou que o edifício antigo está sem manutenção há muitos anos e com graves problemas de infiltrações.

Edifícios abandonados
Numa reportagem publicada na edição número 41, de 7 de Janeiro de 2019, este quinzenário mostrou vários edifícios da Baixa de Luanda abandonados, em estado avançado de degradacão e em risco de desabar a qualquer momento.
Muitos desses edifícios foram estabelecimentos comerciais e são considerados Património Histórico e Cultural da capital angolana.
Estão nessa situação o antigo edifício do Clube Transmontano, localizado na rua Pedro Félix Machado e a antiga tipografia Minerva, na zona dos Coqueiros, defronte da agência da EPAL, que foi transformado em residência e pode desabar a qualquer momento.
No mesmo edifício da antiga tipografia o tecto está sem cobertura, os gradeamentos enferrujados, as paredes sujas e com fissuras. Foram feitos alguns desenhos de várias cores para mudar um pouco a imagem. Mas o perigo voltou a assombrar os moradores, devido á presença de meliantes que ali se instalaram.
O espaço onde funcionou a antiga Farmácia Popular, na rua Amilcar Cabral, tambem foi abandonado. Restam apenas as estruturas arruinadas e sujas. Até algum tempo atrás o lugar era abrigo de marginais e casa de banho pública. A estutura foi fechada com tijolos para afugentar os marginais e bem ao lado foi colocada uma rulote, cujos empregados têm contribuído para a limpeza do local. A antiga Livraria Lello foi transformada em depósito de lixo. Apesar de estar trancada com correntes e cadeados, os marginais conseguiram invadir o local.
Os antigos edifícios dos Armazéns do Minho, do Elinga Teatro, da loja Smart e onde fun- ciona uma agência bancária, na rua da Alfândega, também apresentam um estado avançado de degradacão
Os Armazéns do Minho era uma conjunto de conceituadas lojas que vendiam artigos para o lar, brinquedos, jóias, entre outros artigos de luxo e de grande qualidade. Na altura, os produtos não estavam ao alcance de todos e os principais clientes eram portugueses. Em 1990, devido a um litígio entre os accionistas, o estabelecimento encerrou as portas até aos dias de hoje.

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