Sociedade

Empresas poluentes alvos de fiscalização

Roque Silva

As empresas do ramo industrial precisam de ser alvo de maior fiscalização devido à poluição que criam no decurso da actividade, reconheceu, ontem, em Luanda, o director do Serviço Nacional de Fiscalização Ambiental do Ministério Do Ambiente.

Fotografia: DR

Sérgio Costa falava ao Jornal de Angola à margem de um encontro que manteve com representantes de empresas do ramo industrial, sediadas na Zona Económica Especial (ZEE), onde foi apresentada a nova metodologia de trabalho dos agentes de fiscalização.
Sérgio Costa disse que as empresas sediadas nas cidades de Benguela, Soyo, Lubango e Moçâmedes são as que precisam de maior fiscalização, por emitirem gases poluentes, resultantes da exploração mineira, de inertes e petrolífera, e devido à intensa produção de resíduos sólidos e à desmatação.
Além de ter mencionado o défice de agentes de fiscalização, o director do Serviço Nacional de Fiscalização Ambiental disse que os agentes provinciais têm grandes dificuldades em exercer a actividade por questões administrativas e também pela exiguidade de material de que dispõem.
O Serviço Nacional de Fiscalização Ambiental do Ministério do Ambiente dispõe apenas de 14 fiscais ambientais com credenciais para a actuação a nível nacional e todos estão sediados em Luanda.
Sérgio Costa revelou a existência de muitas empresas do ramo industrial sem um plano de tratamento de resíduos sólidos, razão pela qual são penalizadas por poluir o ambiente. O funcionário do Ministério do Ambiente sugeriu, por outro lado, aos gestores a criarem gabinetes jurídicos para ajudarem as empresas a interpretarem melhor a Lei, os decretos e memorandos sobre o Ambiente.
“As indústrias angolanas poluem constantemente o ar”, acentuou o responsável, defendendo que, para a protecção do meio ambiente, devem efectuar um estudo de impacto ambiental com o acompanhamento do Ministério do Ambiente antes da realização de qualquer actividade industrial que possa provocar danos ao ambiente.

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