Sociedade

Enfermeiros mantêm consultas suspensas

Rodrigues Cambala

Os enfermeiros mantêm, desse quinta-feira, a suspensão de consultas a doentes nas unidades hospitalares, por não terem chegado a um acordo nas negociações com o Governo da Província de Luanda. 

Almeida Pinto garante que a suspensão vai até segunda-feira
Fotografia: Kindala Manuel|Edições Novembro

O Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda quer cumprir o Decreto Lei 254/10, que proíbe os enfermeiros de realizar consulta. Eles exigem o pagamento do subsídio de consulta para voltarem a prescrever pacientes.
O secretário para Assuntos Jurídicos e Laborais do Sindicato assegurou ao Jornal de Angola, que a suspensão vai continuar até segunda-feira, 04, data na qual a classe vai discutir em assembleia, na presença do empregador, se mantêm ou não a suspensão de consultas.
Cintando o artigo oitavo do mesmo decreto, Almeida Pinto disse que o enfermeiro deve apenas administrar os medicamentos conforme prescrição médica.
A reunião, que contou com a presença da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, e dos secretários de Estado da Saúde e Ministério da Administração Pública Trabalho Emprego  e Segurança Social, analisou os pontos constantes do caderno reivindicativo, enviado em 2012, mas revisto em Outubro deste ano.
De acordo com o comunicado final do encontro, o governo propôs trabalhar com o sindicato num pacote completo para a revisão das carreiras profissionais, criar uma comissão conjunta, integrada pelos ministérios da Saúde, Maptess, Finanças, Governo de Luanda, Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda, Ordem dos Enfermeiros e o Fórum de Concertação Sindical do sector da Saúde.
Devido a alguns casos de intimidação, registada em algumas unidades hospitalares de Viana e Rangel, o Governo e o Sindicato de Enfermagem pediram aos chefes de repartição e directores dos hospitais a evitar tal atitude. “A suspensão não é ilegal”, assegurou o líder sindical, para de seguida afirmar que o Governo pediu moratória, que vai ser analisada pelos trabalhadores".

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