Sociedade

Ensino primário será feito com licenciados

Domingos Mucuta | Lubango

A partir de 2027, os professores para o ensino primário em Angola deverão ter como exigência académica, uma licenciatura concluída, anunciou, ontem, no Lubango, o coordenador adjunto da Unidade Técnica de Gestão do Programa Nacional de Formação de Quadros, Gildo José.

Ensino primário vai adoptar novas regras para professores
Fotografia: Dombele Bernardo

Gildo José falava no congresso internacional da educação primária, promovido pelo Instituto Superior Política Independente (ISPI), em parceria com o Governo da Província da Huíla, anunciou que a partir daquela data inicia também a transição da oferta formativa para o ensino primário.
Actualmente, o ensino primário apresenta um défice de 300 mil professores, disse o académico, para quem o rácio nacional é de 35 alunos por professor, ao passo que o número aceitável de discentes internacionalmente é de 15.
O objectivo é assegurar que, quer na perspectiva quantitativa quer na qualitativa, o país tenha capacidade  para  formar professores para o ensino não superior, desde o pré-escolar, primário até ao II ciclo do ensino secundário.
“Até ao ano 2027, só poderemos aceitar no sistema pré-escolar e no ensino primário professores que tenham no mínimo a licenciatura”, disse.
Gildo José disse que, ao longo da história, o sistema de ensino foi incorporando muitos quadros sem profissionalização e sem agregação pedagógica, razão pela qual defendeu a formação contínua para se dar oportunidade aos professores que já estão no sistema.
A falta de manuais de prática de formadores de professores, salários baixos e más condições de trabalho são ainda pontos de estrangulamento no processo de ensino e aprendizagem de qualidade, sobretudo no ensino primário.
“É necessário garantir melhores condições, salários competitivos e outros incentivos para atrair e reter os melhores profissionais do ramo para o ensino primário”, defendeu.
Gildo Matias explicou que já foi publicado em Diário da República,por meio do Decreto Presidencial 205/18, de 3 de Setembro, que prevê a avaliação de desempenho do quadro docente para estimular a excelência na preparação de alunos.

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