Sociedade

Especialistas querem deserto do Namibe classificado como património mundial

Josina de Carvalho

Os participantes na Conferência Internacional sobre Recursos Naturais defenderam, no início da semana, em Luanda, que o deserto do Namibe, pela sua riqueza e peculiaridades da flora e da fauna, seja considerado património mundial ou reserva da biosfera.

Os participantes na Conferência Internacional sobre Recursos Naturais defenderam, no início da semana, em Luanda, que o deserto do Namibe, pela sua riqueza e peculiaridades da flora e da fauna, seja considerado património mundial ou reserva da biosfera.
Na conferência realizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, técnicos angolanos e provenientes de Portugal, Brasil e Moçambique recomendaram, igualmente, a inventariação da biodiversidade angolana para fins de conservação e utilização racional. Os aspectos ligados à protecção da biodiversidade, frisaram, devem ser estudados em todas as vertentes sectoriais.
Os especialistas pretendem que se proteja os habitats sensíveis e se conserve as espécies marinhas. O aparecimento de um número elevado de focas na faixa costeira nacional também os preocupa, razão pela qual recomendaram a realização de estudos para determinar o seu aproveitamento racional, sobretudo na área industrial.
Para reduzir a pirataria pesqueira na costa angolana, os participantes dizem ser necessário criar incentivos para que as empresas nacionais se dediquem à pesca industrial.
Às instituições competentes do sector da agricultura pediram um maior controlo sobre as sementes provenientes do exterior para evitar a contaminação das espécies nativas, assim como o fortalecimento do quadro legal sobre questões ligadas a importação de sementes.
Os participantes à conferência, que produziram mais de 35 recomendações, também propuseram que se faça um estudo do impacto ambiental sobre o desenvolvimento energético.
Além disso, incentivam à continuidade dos estudos sobre a utilização do óleo do chá de Caxinde para fins medicinais. Este óleo, frisaram, os participantes, tem maior actividade anti bacteriana, comparativamente à penicilina.
A Conferência Internacional sobre Recursos Naturais visou, entre outros objectivos, sensibilizar o Governo, a comunidade científica e a sociedade civil para a importância da investigação científica e da aplicação das tecnologias na gestão sustentável dos recursos naturais angolanos.

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