Sociedade

Estados estão preocupados com a camada de ozono

Manuela Gomes

Angola, como parte signatária do Protocolo de Montreal, defende um maior controlo da entrada, uso e consumo das substâncias destruidoras da camada de ozono, a partir do reforço no controlo das fronteiras, das alfândegas, Polícia de Guarda Fronteira, bem como o uso de alternativas com baixo potencial de aquecimento.

Fotografia: DR

As substâncias destruidoras da camada de ozono são utilizadas na refrigeração doméstica, comercial, industrial e automotiva, na produção de espumas, na agricultura e em laboratórios industriais.
A posição de Angola foi apresentada ontem, em Roma, capital da Itália, pelo secretário de Estado do Ambiente, durante a 31ª reunião das partes do Protocolo de Montreal, que reuniu mais de 100 ministros e secretários de Estado do Ambiente.
Joaquim Manuel reconheceu que esta actividade de controlo se complementa com outras iniciativas do Governo angolano que adopta actividades económicas, para questões ligadas às alterações climáticas e à sustentabilidade no uso dos recursos naturais renováveis.
A 31ª reunião das partes do Protocolo de Montreal, que hoje encerra, analisou o grau de implementação do documento nos países signatários e formas mais eficientes de controlo da movimentação das substâncias destruidoras da camada de ozono e alternativas.
Os países membros do Protocolo de Montreal pedem o fortalecimento da cooperação e coordenação entre governos, agências especializadas das Nações Unidas, iniciativas públicas, privadas e outras partes interessadas para a redução do uso de substâncias controladas pelo protocolo, contribuindo para o corte da perda e desperdício de alimentos.
O anseio vem expresso numa declaração adoptada, em Roma, capital da Itália, pelos Estados membros, durante a 31ª reunião das partes do Protocolo de Montreal encerrada ontem.
A declaração chama a atenção sobre as perdas de alimentos produzidos globalmente, para consumo humano “o que tem graves impactos no rendimento dos agricultores e recursos preciosos, como terra, água e energia, e gera gases de efeito estufa.”
As partes reafirmaram ainda a cooperação entre os países na implementação do Protocolo de Montreal e reconhecem que a emenda de Kigali aumentou a consciencialização sobre a necessidade de desenvolver-se soluções sustentáveis e eficientes no sector de refrigeração e ar-condicionado, para atender à demanda futura de refrigeração.
Cientes do papel fundamental da cadeia de frio, na implementação da Agenda 2030 para o fim da fome, pobreza, segurança alimentar, melhoria da nutrição, acção climática, agricultura sustentável e pesca, enfatizam a importância de buscar-se uma acção nacional e cooperação internacional, para promover o desenvolvimento da cadeia de frio, incluindo o uso de refrigeração sustentável e ambientalmente amigável.
Ressaltaram também os múltiplos benefícios na promoção do intercâmbio de informações e contribuição da cadeia de frio.

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