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Estrada entre Nzeto e Soyo é aberta no final deste mês

Pedro Bica | Soyo

A primeira das duas faixas da estrada Nzeto/Soyo pode ser aberta ao trânsito dentro de duas semanas, de acordo com a garantia dada ontem no Soyo pelo ministro da Construção, Artur Carlos Fortunato.

Ligação por estrada rápida e com qualidade vai melhorar a vida da população
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

O responsável deu tal garantia após uma visita de inspecção à estrada de 150 quilómetros, cujas obras recomeçaram em Janeiro de 2016, depois de mais de seis anos de paralisação. Disse aos jornalistas que, nesta altura, decorrem trabalhos de ligação do tapete asfáltico às pontes construídas ao longo do traçado, bem como a conclusão de seis quilómetros de asfaltagem no interior da vila piscatória do Soyo.

Abertura parcial

“A abertura parcial deste troço resulta do facto de se aproximar a época chuvosa e ser necessário que as populações comecem já a circular por esta estrada, pois, quando estiver totalmente concluída, vamos avançar para a segunda faixa de rodagem”, informou. Neste momento, disse, em termos de asfalto, a faixa direita de rodagem no sentido Nzeto/Soyo tem, até ao momento, uma execução física estimada em 90 por cento.
Quanto aos benefícios da estrada, o ministro da Construção afirmou que ela vai ajudar a desenvolver os vários pólos económicos e industriais que estão a ser montados nos dois municípios e realçou que a obra obedece aos padrões internacionais de qualidade e durabilidade, o que satisfaz o seu pelouro, “pois, trata-se da primeira auto-estrada não urbana até agora construída no país.” Com o objectivo de reduzir o tempo de execução, a obra foi fraccionada em “pacotes”, sendo que o troço próximo da vila do Nzeto, com oito quilómetros, e uma circular que vai facilitar a entrada e a saída da mesma localidade está a cargo da Emcica.
Já o segundo “pacote”, que compreende a ponte sobre o rio Mbridje, é da responsabilidade da empresa Conduril. Os 96 quilómetros seguintes estão a ser tratados pela Sinohidro, as oito pontes duplas pela Carmon e os aproximadamente 45 quilómetros à chegada ao Soyo encontram-se em execução pela CMC di Ravenna.
De realçar que, neste troço, perto da região de Kavunge, a estrada terá 12 metros de largura nas rectas, com duas faixas de rodagem de 3,75 metros cada, um de berma e 16 centímetros de espessura, quatro dos quais para a camada de desgaste.
Devido à existência de rios e falhas no relevo ao longo dos 150 quilómetros de estrada, foram concebidas oito pontes duplas e 130 passagens hidráulicas. O conjunto de pontes atinge os 2.050 metros de comprimento, com realce para as duas paralelas sobre o rio Mbridje com 800 metros. Outras, consideradas as mais largas do país, têm 300 metros de comprimento e 15 de largura.

Uma mais-valia


De acordo com a vice-governadora para as Infra-estruturas e Serviços Técnicos da província do Zaire, Ângela Maria Diogo, a auto-estrada Nzeto/Soyo é uma infra-estrutura concebida para proporcionar o desenvolvimento aos dois municípios a três níveis: agrícola, pesqueiro e petrolífero.
“É uma mais-valia, pois no Soyo existem várias empresas de prestação de serviços, cujo material de apoio às suas actividades diárias vêm maioritariamente da capital do país”, disse Ângela Diogo, frisando que para trás vai ficar a circulação rodoviária sofrível, que praticamente só podia ser feita por camiões e carrinhas com tracção a quatro rodas. “A conclusão deste troço vai melhorar o tráfego automóvel, atrair mais investimentos e serviços sociais básicos às populações e, sem dúvidas, criar novos empregos para a juventude do Nzeto e do Soyo”, garantiu.
A vice-governadora disse que as vias de comunicação constituem a alavanca para o desenvolvimento de qualquer região, daí “ser um grande ganho a construção dos 150 quilómetros da estrada que liga os dois municípios com grandes potencialidades”.
Ângela Diogo fez saber que está em curso, neste momento, a electrificação das sedes de todos os municípios da província, bem como a construção de condutas para canalização da água, “por forma a dar maior comodidade às populações”.
A província petrolífera do Zaire, tem, nos seus seis municípios, nomeadamente, Mbanza Kongo (onde se situa a histórica cidade capital), Soyo, Nzeto, Cuimba, Nóqui e Tomboco, um total de 594.428 habitantes.

 

 

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