Sociedade

Ex-director do GCII começou a ser julgado

Estanislau Costa| Lubango

Os indícios de crimes, manifestados na primeira sessão de julgamento, ao antigo director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Governo Provincial da Huíla, Jaime Lombe, levaram o Ministério Público a requerer a condenação do acusado.

Primeira sessão de julgamento iniciou na segunda-feira
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Jaime Lombe foi detido, em finais do ano passado, por suspeita de prática de crimes de peculato e associação crimino-sa, durante o exercício das suas funções, começou a ser julga-do na segunda-feira dia 22, no Tribunal Provincial da Huíla.
O Jornal de Angola apu-rou, que os factos que lesam o Estado têm a ver com a alegada recepção de forma indevida, de mais de cinco milhões kwanzas, como gesto de gratificação do contrato assinado em 2013, entre o governo da Huíla e a empresa Tundavala Áudio Visuais.
Na altura, quando o contrato foi rubricado orçava os 29 milhões de kwanzas, que devia ser pago em duas prestações, a primeira foi de 18 milhões. Consta, que o valor foi alocado para a produção de painéis, áudio e filmes de publicidade institucional para as avenidas da urbe e órgãos de comunicação social, assim como, para a produção de uma revista.
Após 15 dias da alocação da primeira tranche da verba, o réu forçou a subcontratado, de José Evaristo, a criar a base de dados do Governo Provin-
cial da Huíla, a quem pagou um valor não especificado.
Sem concurso público para o efeito, o contrato foi celebrado e o montante global depositado na conta bancária de uma empresa de publicidade sedeada no Luban-go, com o compromisso desta transferir 14 milhões de kw-anzas para a conta de Jaime Lombe.
O facto do réu restituir aos cofres do Estado 4.700.000, dos cinco milhões recebidos e ser a primeira vez que comete crime, motivou o Ministério Público a solicitar uma atenuante. A próxima sessão de julgamento, está agendada para dia 9 de Maio, deste ano.

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