Sociedade

Exames começaram com atrasos e falhas nas listas de candidatos

Rodrigues Cambala

Os exames de admissão de novos professores arrancaram ontem, em Luanda, com registo de alguns constrangimentos, como atraso de até duas horas e meia e a existência de candidatos sem os nomes nas listas das turmas.

O sector da Educação ainda regista um elevado défice de professores e de salas em todo o país
Fotografia: Agostinho Narcíso | Edições Novembro

Na Centralidade do Ki-lamba, município de Belas, as provas, previstas para co-meçar às 9h00, apenas iniciaram às 11H30, numa al-
tura em que, no município do Cazenga, estava a encerrar o processo.
“Este atraso pode levar a vazamento de conteúdos da prova, porque, se as provas são nacionais, seria bom que se cumprisse o horário e iniciasse em simultâneo, como previsto”, disse um candidato, que denotava alguma impaciência no átrio da escola 2003, do II ciclo.
Um grupo de candidatos, que constatou a ausência dos seus nomes, abandonou o local visivelmente agastado. Eles disseram ao Jornal de Angola que já haviam reclamado junto da Direcção Municipal de Belas da Educação, mas ainda assim não houve solução.
“Os nossos nomes faziam parte dos seleccionados, mas, quando chegámos às salas, não constavam das listas”. Cerca de dez candidatos sem nomes na lista aguardaram pelo responsável do sector da Educação no município que, de imediato, orientou para fazerem as provas numa sala à parte. Embora tenham feito a prova, os candidatos manifestaram a sua insatisfação, uma vez não lhes terem sido dadas  nenhumas garantias de que os seus nomes vão ser inseridos na base de dados dos candidatos que tinham os nomes nas turmas.
“Acho que este teste não terá resultado nenhum”, disse uma candidata, que pediu o anonimato. O director municipal de Belas da  Educação, Levítico Kiala, declarou que o processo está a decorrer na normalidade, apesar de alguns constrangimentos.
“O processo está devidamente controlado e estamos a fazer com que todos os candidatos façam a prova", afirmou o responsável.
Em relação ao atraso, disse que todos os candidatos seleccionados estão controlados e vão fazer a prova sem constrangimento e o atraso é próprio de um processo.
“Não precisamos de estar preocupados porque o mais importante é que o candidato faça a sua prova”, acrescentou Levítico Kiala. O sector da Educação em Luanda vai contratar 2.650 novos professores para os diferentes níveis de ensino não universitário. O Ministério da Educação vai contratar em todo o país 20 mil professores. Cada candidato fez a prova na disciplina que escolheu para leccionar, caso seja admitido.
Hoje, o secretário de Esta-do para o Ensino Pré-Escolar e Geral, Joaquim Cabral, visita o Magistério Mutu-ya-Kevela e, de seguida, vai reunir-se com os membros da Comissão de Júri. Amanhã, desloca-se aos municípios da Quiçama e de Icolo e Bengo para avaliar o processo. No final da visita, vai reunir-se com a Comissão de Júri para efectuar um balanço do concurso público.
Já o secretário de Estado para o Ensino Profissional, Jesus Baptista, está a trabalhar na província do Bengo. O processo de inscrições terminou a 22 de Junho em todo o país. O trabalho de selecção de candidatos e afixação das listas foi feito pelas Comissões Técnicas Municipais.

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