Exames detectam riscos de autismo


3 de Maio, 2013

Fotografia: Afp

O risco de uma pessoa desenvolver autismo pode passar a ser detectado logo após o nascimento, com uma análise à placenta, revela um estudo realizado por cientistas norte-americanos.

“É possível olhar para a placenta após o nascimento e determinar, com alguma segurança, as hipóteses da criança vir a sofrer de autismo”, afirmou Harvey Kliman, da Universidade de Yale que juntamente com Universidade da Califórnia desenvolveu o estudo.
O autismo, normalmente diagnostica entre os dois e três anos, é um distúrbio no desenvolvimento do cérebro que se caracteriza, entre outros factores, por dificuldades na interacção social e na comunicação. Não há nenhum método que permita saber à nascença se o bebé pode vir a sofrer da doença.
Especialistas garantem que quanto mais cedo o problema for detectado maior é a probabilidade de ser tratado.  “A intervenção terapêutica deve ser feita cedo, quando o cérebro está mais aberto à mudança”, referiu Harvey Kliman.
Neste recente estudo, os investigadores examinaram 117 placentas de mulheres com um ou mais filhos com autismo. A equipa coordenada por Harvey Kliman descobriu que as placentas das mães que tinham filhos mais velhos com autismo apresentavam marcas consideradas fora do normal e um crescimento anormal de células.

Gravidez de risco

Além disso, as placentas das mulheres com gravidezes de risco revelavam oito vezes mais probabilidades de apresentarem “uma ou mais dobras anormais”. “As placentas de mulheres sem gravidezes de risco não tinham mais de duas dobras”, disse Harvey Kliman, que sublinhou a importância de futuramente se fazer este exame “de forma rotineira” nas instituições hospitalares.
O investigador alertou que um teste deste tipo poder ser caro, cerca de 1.500 euros, e que, para já apenas prevê o risco de autismo, mas não revela se a criança pode vir a sofrer da doença.

capa do dia

Get Adobe Flash player


NEWSLETTER

Receba a newsletter do Jornal de Angola no seu e-mail:

SIGA-NOS RSS

MULTIMÉDIA