Sociedade

Executivo assiste famílias carenciadas

Adelina Inácio

Famílias carenciadas das províncias do Bié, Moxico e Uíge começam a receber este mês subsídios sociais do Executivo, anunciou ontem, em Luanda, o director-geral do Instituto Nacional da Criança (INAC).

Director do Instituto Nacional da Criança, Paulo Kalesi
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Paulo Kalesi, que anunciou o facto na abertura das festividades dos 40 anos da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se assinala a 27 deste Mês, disse que o objectivo é garantir o acesso a serviços sociais e reduzir a pobreza. 

Paulo Kalesi indicou que as províncias do Bié, Moxico e Uíge acolhem a experiência piloto, tendo sido feitos contratos com bancos que vão entregar o dinheiro. “O número limite é de 3 a 5 mil kw-anzas para crianças com idade até aos cinco anos”, afirmou. Paulo Kalesi esclareceu que quem tiver mais crianças recebe mais.
O director-geral do INAC explicou que para a identificação das famílias que vão beneficiar da ajuda financeira foi feito o registo num centro integrado onde as famílias em situação de vulnerabilidade vão beneficiar de transferências monetárias.
O responsável, que não adiantou o valor global disponível para o apoio às famílias carentes, esclareceu que a implementação do projecto de assistência às famílias carenciadas é coordenada pelo Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher com apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e apoio financeiro da União Europeia. Paulo Kalesi indicou que a experiência piloto vai durar dois anos. “As pessoas que vão receber as transferências serão orientadas e capacitadas para gerir o dinheiro. O requisito para receber os valores é que as crianças estejam registadas”, disse o responsável.
O director do INAC disse que há falta de um sistema de serviços integrados de acção social a nível local que, em seu entender, constitui um grande desafio para a protecção das crianças. Para tal, defende a necessidade de os governos provinciais e administrações municipais darem maior prioridade e recursos à protecção das crianças.
Paulo Kalesi explicou que o Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, com apoio do UNICEF e financiamento da União Europeia, pretende criar um sistema de acção social forte que permita que os mais vulneráveis saiam do ciclo de pobreza, através do fortalecimento das capacidades de instituições chaves do sector da acção social.

Tempo

Multimédia