Sociedade

Executivo garante acesso à energia a todas as regiões

F. Curihingana | Malanje

O Executivo trabalha no sentido de expandir o acesso à electricidade a todas as localidades do país, garantiu, na cidade de Calandula, província de Malanje, o ministro da Energia e Águas.

Barragens do Laúca e de Capanda oferecem condições para expandir energia eléctrica

João Baptista Borges, que se deslocou na sexta-feira àquela localidade, que desde o dia 5 deste mês beneficia de energia eléctrica, produzida a partir das centrais hidroeléctricas de Capanda e Laúca, disse que, depois dos municípios de Cacuso e Malanje, chegou a vez de Calandula, uma região potencialmente rica em recursos turísticos.

“Há, naturalmente, aqui uma preocupação com o aproveitamento, hoje, da capacidade de Laúca e de Capanda, para que essa energia seja mais extensiva. Nós temos projectos para serem realizados e há outros que estão a ser preparados”, aclarou.
Em face disso, o ministro assegurou que o acesso à energia eléctrica será uma realidade, com base nos recursos financeiros disponíveis, daí a necessidade de se caminhar passo a passo.
Com base nisso, continuou, a prioridade, como tal, recai para as sedes municipais ou vilas com maior concentração populacional, um critério que, segundo o governante, não subalterniza as outras localidades do vasto território nacional.

Electrificação de Calandula
Ao destacar a importância da electrificação de Calandula, o ministro referiu-se ao mosaico turístico daquela localidade de Malanje que, certamente, vai proporcionar numerosos empregos, numa altura em que a divisa é a “diversificação da economia”.
“Nós estamos a tratar de diversificar a nossa economia e, com certeza, a localidade de Calandula vai proporcionar empregos, tendo em conta os negócios e as mais diversas actividades económicas que vão desenvolver”, admitiu.
Para o governante, os trabalhos vão continuar no sentido de se estender a rede, porque, neste momento, os únicos beneficiários são apenas os que vivem no casco urbano, mas garantiu que, a partir de Janeiro, haverá mais ligações para as populações das regiões circunvizinhas, como é o caso da comuna do Soqueco.
João Baptista Borges disse que as prioridades para o sector de Energia estarão direccionadas para algumas sedes municipais com visibilidade no ponto de vista de desenvolvimento económico. Destas, apontou a localidade de Quibala, no Cuanza-Sul, onde já decorrem alguns trabalhos de electrificação, assim como Quitexe, no Uíge, e Ekunha, no Huambo.
Neste pacote, de acordo com o ministro, são levadas em conta a importância da electrificação dos municípios das províncias de Malanje, Cuanza-Sul e Cuanza-Norte, aproveitando os recursos energéticos existentes nestas regiões.
“Temos as barragens concentradas nesta região e, naturalmente, é justo que a população que vive nestas três províncias tenha acesso à energia eléctrica. Por isso, será sempre uma prioridade”, garantiu.

Momentos de crise
O governador provincial de Malanje, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, disse que a iluminação de Calandula dá a abertura aos investidores nacionais e estrangeiros para pensarem em direccionar as suas acções àquela parcela da província da imponente Palanca Negra Gigante, com enormes recursos turísticos por explorar.
Ao justificar os esforços que estiveram virados na electrificação de Calandula, mesmo com a gritante falta de recursos que o país vive, Kwata Kanawa admitiu que é em momento de crise que surgem ideias positivas para realizar as coisas. “Não podemos ficar agarrados à crise, porque dificilmente iremos avançar”.
As obras, efectuadas em 10 meses, compreendem a ampliação da subestação de Cacuso, no pátio de 110 kilowatts, construção de 55 quilómetros de linha de transporte, que interliga Cacuso e Calandula, pela linha do Soqueco, e a construção da nova subestação de Calandula com 110 kilowatts.
Com a nova interligação, a população de Calandula passa a beneficiar de energia 100 por cento renovável, produzida pelas centrais hidroeléctricas de Capanda e Laúca.
Foram realizadas novas interligações à rede eléctrica existente na localidade, antes alimentada por uma central térmica a gasóleo.
De recordar que o projecto da subestação de Calandula faz parte do Sistema de Transporte de Energia Eléctrica, associado ao Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca, uma obra da responsabilidade do Ministério da Energia e Águas.

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