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Falta de consulta pré-natal pode resultar em eclampsia

A consulta pré-natal e o planeamento familiar são pilares determinantes para diminuir os casos de pré-eclampsia (fase que antecede a hipertensão) e circunstancialmente a mortalidade materna, disse ontem, em Luanda, a médica de ginecologia e obstetrícia Manuela Sotto Mayor.

Fotografia: Edições Novembro

A especialista, que falava durante um workshop sobre Hipertensão Arterial Sistemática na gestante, criança e adulto, disse que o diagnóstico precoce é fundamental porque evita o surgimento de grandes alterações a nível do sistema nervoso central, derrames cerebrais e insuficiência renal.
Fez saber que esta patologia constitui actualmente a principal causa de internamentos e morte dentro das maternidades do país, registando, assim, uma margem de aproximadamente 35 por cento.
“Muitas mulheres acorrem ao hospital já em estado grave e esta patologia tem nos preocupado bastante, porque é possível a prevenção e o diagnóstico atempado, para diminuir a morte, quer materna quer fetal, porque é um dos factores de risco”, lamentou.
Para isso, salientou, é necessário que o tratamento seja prematuro antes das 16 semanas e nas pacientes de risco, para esta patologia, deve-se fazer consultas mais frequentes.
Em casos de inchaço grande no rosto ou em volta dos olhos, nas mãos, inflamação repentina nos pés e tornozelos, bem como engordar mais de dois quilos em uma semana (o que indica retenção de líquido), deve dirigir-se a uma unidade hospitalar para uma avaliação clínica .
A pré-eclampsia é caracterizada por tensão arterial elevada (hipertensão) acompanhada pela eliminação de proteínas pela urina (proteinúria) ou de retenção de líquidos (edema) que ocorre entre a 20.ª semana de gravidez e o final da primeira semana depois do parto.

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