Sociedade

Falta de cuidados mata as palmeiras

Nilza Massango|

Os problemas da arborização continuam gritantes na cidade de Luanda. Na tentativa de minimizar a escassez de árvores e proporcionar mais qualidade de vida aos munícipes, foram plantadas muitas palmeiras ao longo das ruas, com realce para as avenidas Ho Chi Min, Comandante Gika, Rua Marien Ngouabi, na Maianga e Ilha do Cabo.

Tanto dinheiro gasto para a arborização da capital e o resultado está á vista de todos
Fotografia: Dombele Bernardo

Mas muitas palmeiras estão a morrer por falta de cuidados de jardinagem. Muitas morrem à sede porque ninguém as rega. Os ramos estão a secar e a cair aos bocados. Da Maianga à Ilha do Cabo, há poucas palmeiras firmes e bem conservadas.
Um especialista disse que algumas palmeiras estão a secar por incompatibilidade de solos e de clima e “por mais que reguem, vão continuar a secar”. Mas também aponta como causa para a morte prematura das palmeiras “a descarada falta de cuidados depois da plantação”.
As palmeiras estão plantadas de cinco a cinco metros e se estivessem bem cuidadas, davam à cidade uma dimensão estética e plástica digna de realce. Mas não é o que acontece. Elas secam sob o olhar de todos.
Para muitos luandenses, o melhor para uma cidade com o clima de Luanda, são árvores frondosas, aquelas que resistem ao tempo e sobrevivem aos maus “tratos”, como é o caso das árvores que estão no antigo Liceu Salvador Correia. Aquelas árvores vivem há séculos e como elas, existem outras em diversas partes de Luanda. São estas que Luanda precisa aos milhares.
“As palmeiras são bonitas. Mas elas não nos oferecem a sombra que precisamos.
As plantas, enquanto seres vivos, precisam de alguma dedicação. Quando são abandonadas acabam por morrer”, referiu Marta de Azevedo, funcionária pública. A Tecnocarro tem um imenso viveiro de palmeiras na Barra do Kwanza, que é responsável pelo fornecimento das palmeiras aos diversos projectos paisagísticos de Luanda, com realce para o Projecto Baía, onde estão transplantadas quase quatro mil árvores, sobretudo “palmeiras reais”.

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