Sociedade

Fluidez no trânsito agrada a motoristas

Alexa Sonhi |

Os habitantes de Luanda vêem, desde terça-feira, melhorias significativas na circulação rodoviária na Avenida Deolinda Rodrigues, na sequência da reabertura do troço junto à Unidade Operativa de Luanda, onde foi instalado um nó rodoviário, para pôr fim aos arreliadores engarrafamentos de e para o município de Viana.

A requalificação da via é parte de um programa que visa a melhoria da circulação na capital
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

Com a reabertura do troço, fechado durante seis meses, e a realização de outras  intervenções ao longo da movimentada via, uma das quais a sinalização vertical e horizontal, os automobilistas têm tudo para ter uma condução mais disciplinada e sem constrangimentos.
O Jornal de Angola constatou ontem de manhã um trânsito fluído, uma realidade aplaudida por motoristas quando se pretendia saber das vantagens das obras na vida de quem ali circula com regularidade.
Alberto Afonso, funcionário público e morador em Viana, disse ter sido muito difícil conduzir na Avenida Deolinda Rodrigues durante os seis meses em que durou a obra. "Tinha de sair de casa às 5h00 da manhã para poder estar no serviço pelos menos às 8h30”, disse Alberto Afonso, que perdia cerca de duas a três horas no engarrafamento para chegar ao serviço e outras duas horas para voltar a casa.
Revelou que, por ter ficado muitas horas no engarrafamento, nos últimos seis meses, chegou a ser internado por stress, tendo sido orientado pelo seu médico assistente a não conduzir durante um mês.
Alberto Afonso fez elogios ao Executivo por ter feito uma obra que vai ajudar na mobilidade das pessoas que vivem fora da cidade em decorrência do crescimento urbano que se regista na província de Luanda. Desde terça-feira que Alberto Afonso apenas faz entre 30 e 40 minutos de casa para o serviço e vice-versa.
Já Rosalina Torres, moradora no complexo habitacional junto à Feira Industrial de Luanda (FILDA), contou que, apesar de viver próximo da cidade, ainda assim tinha de sair de casa às 5h30 ou, no máximo, às 6h00, rotina que passou religiosamente a fazer para não lhe ser aplicada falta no serviço.
Desde terça-feira que regressou à rotina anterior à reabilitação do troço que se encontra junto à Unidade Operativa de Luanda.  
 Norberto Ferraz vive no Quilómetro 30 e trabalha no Ministério da Indústria, na Baixa de Luanda. Durante o período em houve obras no troço, Norberto Ferraz optou por deixar o seu carro na estação ferroviária de Viana, onde apanhava o comboio para a Baixa de Luanda. Norberto Ferraz disse não ter sido fácil a mudança de rotina. Às vezes, a enchente nas estações e a confusão que se verifica na entrada no comboio o irritavam.
O funcionário público tentou uma vez chegar à Baixa de Luanda com o seu veículo, mas desistiu  por naquele dia ter chegado atrasado e aborrecido ao serviço, devido ao engarrafamento que enfrentou.
"Com a abertura do nó rodoviário, tudo ficou mais facilitado. Já não saio de casa de madrugada e, agora, já uso o meu próprio carro para chegar cedo ao trabalho", acentuou Norberto Ferraz.
Ana da Silva, moradora do Neves Bendinha, declarou que o viaduto não só facilita o trânsito automóvel como dá uma outra imagem à zona, que ficou mais bonita e limpa, o que engrandece a cidade capital.
Durante a sua permanência no local, o Jornal de Angola encontrou apenas um  pequeno afunilamento a partir das imediações do Comité Provincial do MPLA até ao emblemático Largo da Independência.
A requalificação do troço da Avenida Deolinda Rodrigues é parte de um programa que visa a melhoria da circulação rodoviária em Luanda, que registou, nos últimos anos, um exponencial crescimento urbano.

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