Sociedade

Força da água provocou a morte de três pessoas

Estanislau Costa|Huíla João Mavinga |Zaire

Três pessoas morreram, centenas de residências, ruas e outros equipamentos sociais ficaram inundados em alguns municípios da província de Luanda, em consequência da chuva que caiu na tarde de terça-feira, segundo dados provisórios do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.

Durante os três primeiros meses desse ano, a chuva já matou em Luanda 10 pessoas
Fotografia: Garcia Mayatoko | edições novembro | zaire

O comandante provincial do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Tito Manuel, disse que as vítimas são duas crianças, arrastadas pela correnteza, nos bairros da Malueca e Mulemba, no município do Cazenga e Baia, em Viana, e uma terceira morreu electrocutada enquanto tomava banho na chuva.
Tito Manuel esclareceu que em algumas zonas de Luanda a quantidade de água ultrapassou os milímetros esperados, enquanto que em outras localidades caiu uma chuva moderada sem graves consequências.
O oficial bombeiro caracterizou o quadro actual como sendo crítico, principalmente nas regiões sudoeste e sul da cidade, com realce para o condomínio privado Vida Pacífica, no Zango 0, onde a inundação impossibilita a locomoção dos moradores.
Outras zonas também afectadas pela chuva, segundo o balanço provisório do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, são os zangos, KM9 e KM12A, e o transbordo das bacias de retenção do Tio-Kimbundo, Mabululo, BCA e Tunga-ngô.

Oito crianças desaparecidas no Lubango
Oito crianças, com idades compreendidas entre os quatro e os sete anos, estão desaparecidas, nos bairros Comercial e Tchioco, em consequência da chuva, acompanhada de fortes ventos que caiu ontem sobre a cidade do Lubango, presumindo-se que as mesmas tenham sido arrastadas pela corrente das águas dos rios Capitão e Caculuvar.
Fonte do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros disse ao Jornal de Angola que neste momento os agentes da corporação aguardam que o caudal abrande para iniciarem as buscas. Consta, igualmente, entre os danos, a destruição de seis casebres erguidos em zonas de risco e dos tectos de quatro moradias.
Mais de 80 famílias que residiam nas margens do rio Caculuvar, foram transferidas, no ano transacto, para zonas mais seguras, no âmbito do programa de realojamento dos habitantes que vivem em zonas de risco, levado acabo pela Administração Municipal do Lubango.
Os beneficiários foram contemplados com terreno de 600 metros quadrados e dez chapas de zinco. Os espaços estão urbanizados e com condições favoráveis à implantação de outros serviços básicos, nomeadamente estradas, passeios, água, energia e sistemas de drenagem de resíduos. Um técnico da administração municipal do Lubango, explicou que foi instalado um sistema de abastecimento de água potável para evitar que as famílias percorram longas distâncias.

130 habitantes ao relento no Cuimba
A chuva torrencial que se abateu segunda-feira sobre o município do Cuimba, 63 quilómetros de Mbanza Kongo, província do Zaire, causou o ferimento a cinco pessoas, a destruição de 19 moradias de adobe e deixou sem abrigo 130 pessoas, entre homens, mulheres e crianças.
O administrador municipal do Cuimba, Simão Kuanzambi, preocupado com o drama dos habitantes do município, criou uma Comissão de Protecção Civil e Bombeiros, para um levantamento e busca de soluções.
O balanço provisório feito na tarde de ontem, pela referida comissão, aponta a necessidade urgente de aquisição de material de construção e tendas para acudir os sinistrados.
Um responsável da Comissão de Protecção Civil e Bombeiros disse ao Jornal de Angola que, localmente, não existem ainda condições expeditas, para de forma rápida e objectiva se possa realizar uma acção de assistência e reinserção social às 130 pessoas atingidas pela chuva no município do Cuimba.
A administração municipal está a efectuar um trabalho de sensibilização e aconselhamento das famílias sinistradas, para fazerem recurso às casas de familiares com condições de habitabilidade, enquanto se aguarda pelos resultados do “grito de socorro” lançado às autoridades competentes, para sanar-se a situação.

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