Sociedade

Fortaleza de luxo ao lado do lixo impõe mau cheiro

Maísa Tavares oferece um sorriso pausado e mede cada palavra e o seu olhar brilha quando diz, com voz serena, que os angolanos precisam de adoptar com urgência uma cultura de desenvolvimento colectivo, com mais patriotismo. “De pouco me adianta construir uma fortaleza cheia de luxo, se terei de sentir o cheiro do lixo e a pobreza à minha volta: é patético, ridículo e não faz qualquer sentido. Acredito que a forma mais positiva e inteligente de crescer é fazendo os outros crescerem connosco.”

Maísa Tavares é uma mulher preocupada com o percurso de Angola e considera que o país deve conversar consigo mesmo. "No Bié ouvi histórias terríveis, mas ao mesmo tempo retive uma frase, “todos perderam alguém; todos sofreram com denuncias e traições e hoje vivemos como se tivéssemos feito um pacto, passar uma borracha em tudo e convivermos uns com os outros em harmonia”.

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