Sociedade

Fórum distingue melhor projecto de arquitectura

Edivaldo Cristovão

O XIV Fórum de Arquitectura, que decorre desde segunda-feira na Universidade Lusíada de Angola, em Luanda, encerra hoje, com o anúncio dos vencedores do concurso de arquitectura.

Fotografia: DR

Realizado pela Universidade Lusíada, o concurso contou com a participa-ção de 80 alunos de diferentes universidades, num evento marcado pelo de-safio de aprendizagem, no qual os candidatos procuraram encontrar soluções para espaços públicos na capital do país. A supervisão do acto foi feita por professores.
Durante quatro dias, os participantes abordaram vários temas de carácter actual, como “Dondo: Território, Cidade e Património" e “Angola, Luanda e Tanzânia First Generations, os global goals”. Foram ainda realizadas várias conferências, palestras, exposições, ciclo de cinema e uma feira do livro.
Fábio Tânbwe, 31 anos, arquitecto formado pela Universidade Lusíada e responsável pelo Plano Director Parcial da comu-na do Dondo, município de Cambambe, disse que a intenção é criar mais valências para o melhor desenvolvimento daquele território.
O arquitecto lembrou que Dondo já foi considerado o maior parque industrial de Angola, mas está desvalorizado, daí a necessidade de se fazer uma intervenção para a valorização do espaço.
Como dificuldades, o especialista apontou a falta de zonas verdes, já que a região possui uma estrutura com verde natural em grande dimensão, mas que não é possível notar, devido ao crescimento de zonas periféricas. “Espero que o Dondo tenha um valor reconhecido, devido à sua ligação ao rio Kwanza e a Barragem de Cambambe”, disse, para acrescen-tar que, com o projecto implementado, a região po-de ser transformada num grande ponto turístico em quase três anos de trabalho sem interrupção.
A arquitecta Nadine da Gama, 23 anos, apresentou um projecto de biodiversidade natural e cultural, do Centro Histórico do Dondo, com o qual pretende contribuir para atingir a autosustentabilidade, respeitando o ambiente, promover receitas para o Estado, através do Turismo Cultural e Ecológico. “Por serem áreas muitos dinamizadas em qualquer parte do mundo, seria uma mais-valia para a província do Cuanza Norte”, sublinhou.
Nadine Gama considerou que a biodiversidade para a zona do Dondo tem muita importância, uma vez que toda a extensão do rio Kwanza possui diferentes ecossistemas, mas, devido às construções informais, têm sido muito subvalorizadas.

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