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Fóssil antigo sobrevive ao incêndio no museu

O fóssil humano mais antigo das Américas, o crânio de Luzia, foi encontrado agora nos escombros do Museu Nacional do Brasil. O fóssil estava desaparecido desde o dia 2 de Setembro quando o museu ficou destruído num incêndio.

Fotografia: DR

Segundo os investigadores, 80 por cento das partes localizadas já foram identificadas, mas ainda não foi iniciado o trabalho de montagem e restauração. Para já, foi encontrada a testa e o nariz, a parte lateral, ossos que são mais resistentes e o fragmento de um fémur que também pertencia ao fóssil e estava guardado.
Além disso, foi recuperada uma parte da caixa onde se encontrava o crânio.“Os pedaços foram encontrados há alguns dias, sofreram alterações, danos, mas estamos muito optimistas”, disse Claudia Rodrigues, um dos membros da equipa. Luzia foi encontrado em Belo Horizonte, Minas Gerais, no Brasil, nos anos 1970, e deve ser o fóssil humano mais antigo das Américas.
O achado foi responsável por alterar a teoria da povoação do continente americano. O Museu Nacional foi destruído por um incêndio em Setembro deste ano. A Polícia Federal continua a investigar o caso.
Luzia era uma das peças mais importantes do acervo de 20 milhões de itens do Museu Nacional. Descoberto nos anos 1970 em escavações na Lapa Vermelha, uma gruta no município de Pedro Leopoldo, em Belo Horizonte, o fóssil chama-se formalmente Lapa Vermelha IV Hominídeo 1, mas ficou conhecido pela alcunha de Luzia, que lhe foi dada pelo biólogo Walter Alves Neves, numa alusão à célebre Lucy, o fóssil de Austrolopithecus afarensis com mais de três milhões de anos, descoberto na Etiópia em 1974.

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