Sociedade

Fundo Global apoia Saúde com 45 milhões de dólares

Rodrigues Cambala

O sector da Saúde beneficia, desde ontem, de um apoio financeiro avaliado em mais de 45 milhões de dólares, disponibilizado pelo Fundo Global para o combate à malária e VIH.

Entidades assinaram o acordo de financianciamento
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

A verba, a ser aplicada por um período de três anos, é repartida pelo Ministério da Saúde 13.470.603 dólares, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) 22.110.399, e a World Vision 8.529.397. Desde 2006, altura que Angola assinou os primeiros acordos com o Fundo Global, já beneficiou de 150 milhões de dólares para os programas de VIH e Malária.  
No final da cerimónia da entrega formal da subvenção do Fundo Global, a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, disse que a grande dificuldade é manter uma reserva adequada de medicamentos, sobretudo da tuberculose porque é difícil a sua aquisição a nível mundial.
A ministra garantiu que o trabalho com o Fundo Global continua para a obtenção de recursos adicionais para a tuberculose e do reforço do sistema de saúde. Ao afirmar que Angola vai continuar a lutar contra a malária, VIH e tuberculose, a mi-nistra admitiu que a intenção é reforçar o sistema de Saúde, tornando-o cada vez mais resiliente. A governante recordou que, desde 2015, Angola atravessa uma crise económica de grande impacto, que  reduziu o cofinanciamento dos projectos.
A presidente do Mecanismo de Coordenação Nacional do Fundo Global, Ruth Mixinge, disse que o financiamento vai ajudar a adquirir materiais hospitalares, reagentes, formação de técnicos no domínio de assistência médica, supervisão dos serviços médicos e no reforço da educação para a saúde.
O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Henrik Larson, disse que o dinheiro permitirá manter o apoio a pessoas mais vulneráveis a contrair VIH, nomeadamente jovens e crianças.
A Gestora Regional do Fundo Global, Charlotte Kristianson, pediu que as instituições beneficiárias deste financiamento façam tudo para garantir o sucesso do programa e assegurem uma boa saúde ao povo angolano. Maria Carolina, representante da World Vision, prometeu que a organização vai expandir os serviços no seio das comunidades, para que toda a população possa ter os serviços primários de saúde e que até 2021 o país esteja sem malária.

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