Sociedade

Garantida maior actuação no combate à caça furtiva

Manuela Gomes

O Ministério do Ambiente vai ser mais actuante no combate à caça furtiva e à venda de carne de caça em todo o país por continuar a receber denúncias, garantiu, ontem, em Luanda, a ministra Paula Francisco.

Conferência é uma oportunidade para apresentação de resultados inéditos de investigação científica e a divulgação
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

A ministra, que falava ao Jornal de Angola, à margem da conferência  internacional sobre a biodiversidade, por ocasião do Dia Internacional da Biodiversidade, ontem assinalado, declarou que Angola está entre os países do Mundo que melhor controlam o comércio ilegal de animais, um trabalho que é reflexo da sua adesão à Convenção Internacional do Co-mércio das Espécies.
Paula Francisco insistiu na necessidade de preservação da biodiversidade angolana e na criação de mais áreas de conservação. A titular da pasta do Ambiente deu também ênfase à preservação das espécies exóticas, das zonas húmidas e das aves migratórias. A ministra do Ambiente considerou importante a educação ambiental, um trabalho que deve ser continuamente desenvolvido com a participação das organizações da  sociedade civil.
A cerimónia de abertura da conferência, cujos trabalhos terminam hoje, foi presidida pelo secretário de Estado para o Ensino Superior, Ciência e Inovação, que considerou ser de carácter urgente a realização de um estudo sobre a biodiversidade angolana, devido ao desaparecimento de algumas espécies e à degradação do habitat natural, resultante da acção humana, de calamidades naturais e das alterações climáticas.
Domingos da Silva Neto acentuou que, no âmbito do estudo, as instituições académicas de ensino superior e as de investigação e desenvolvimento devem contribuir fornecendo informações cientificamente comprovadas.
Na sua opinião, a conferência é uma oportunidade para a apresentação de resultados inéditos de investigação científica e a divulgação e disseminação de conhecimentos.
O secretário de Estado disse acreditar que a abordagem dos temas previstos  reúne o que considerou “condimentos necessários” para a produção de resultados, que podem contribuir para a criação de uma “plataforma favorável ao alargamento dos conhecimentos.” O responsável acentuou que a conferência é mais um importante passo para o alcance das metas contidas no Programa de Promoção da Inovação e Transferência de Tecnologia, constante do Programa de Desenvolvimento Nacional para o período 2018/2022.
A conferência internacional sobre a biodiversidade é organizada pelo Centro Botânico da Universidade Agostinho Neto e aborda, entre outros assuntos, a “Identificação e valorização dos serviços de ecossistemas da Bacia Hidrográfica do Baixo Cuanza”, a “Avaliação do potencial de fitorremediação em solos e água”, “Plantas medicinais em sistemas agro-florestais” e “Lista vermelha de espécies em Angola”.
Na segunda edição do evento, estão representantes de Portugal, Brasil, Moçambique, Alemanha e Namíbia.

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