Sociedade

Garantidas as condições para o resgate e salvamento

Edna Mussalo

O secretário de Estado para o Asseguramento Técnico do Ministério do Interior garantiu ontem, em Luanda, a criação de condições para o resgate e salvaguarda da vida dos cidadãos que se frequentam as praias marítima e fluvial do país, durante a época balnear.

Fotografia: DR

Salvador Rodrigues disse que as forças afectas ao Ministério do Interior têm a obrigação de redobrar os esforços no controlo e vigilância nas zonas marítimas e fluviais, com vista a garantir maior e melhor segurança para as pessoas, no âmbito do Sistema Nacional de Segurança Pública.
Ao falar na abertura da época balnear, iniciada hoje sob o lema “Praias mais seguras e inclusivas”, Salvador Rodrigues chamou a atenção para a necessidade de se sensibilizar os utentes de praias com vista a mitigar a perda de vidas humanas, muitas delas provocadas pela inobservância das normas de segurança nas zonas balneares ou pela falta de acatamento dos conselhos úteis.
O secretário de Estado para o Asseguramento Técnico apelou para se promover algumas acções de carácter preventivo, no sentido de assegurar que os utentes de praias conheçam os riscos que cada local pode apresentar, inserir nos currículos de formação das crianças abordagens sobre os cuidados a ter nas praias, bem como a promoção de desportos náuticos e de lazer com segurança.
“Devemos adoptar boas práticas e a cultura de prevenção nos momentos de lazer, dissuadir os jovens do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e do uso de substâncias psicotrópicas, pois muitas vezes têm sido causadoras de afogamentos e mortes”, disse.

Afogamentos no mundo

Ao todo, 320 milhões de pessoas no mundo morreram afogadas no presente ano nas praias, lagos, lagoas e rios, revelou Salvador Rodrigues, citando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam ainda que 90 por cento destes sinistros ocorreram maioritariamente em países de rendimento médio e baixo. />Em função disso, o secretário de Estado para o Asseguramento Técnico disse que o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros tem vindo a desenvolver um programa integrado de prevenção e de segurança dos cidadãos ao longo da orla marítima e fluvial.
Salvador Rodrigues apelou aos efectivos do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros para não pouparem esforços, quando chamados a intervir e acudir as inesperadas ocorrências nas distintas praias e zonas ribeirinhas no território nacional.

800 nadadores salvadores

Oitocentos nadadores salvadores, afectos ao Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, estão mobilizados para garantir a segurança dos banhistas ao longo das praias marítima e fluviais do país.
O porta-voz do Comando de Luanda do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Minguês, disse que os 800 efectivos disponíveis é ainda um número muito reduzido, a julgar pela quantidade de praias existentes no litoral do país, mas garantiu que a corporação vai envidar esforços para dar resposta as situações que surgirem.
“Contamos com 800 nadadores salvadores, ainda há necessidade de termos mais forças nas praias, mas todos os esforços serão feitos para o desdobramento do ponto de vista preventivo, para se dar resposta às situações que advirem”, disse.
O porta-voz salientou que foram registados na época balnear passada um total de 526 mortes por afogamento, menos 26 em igual período do ano anterior, 190 salvamentos de pessoas em risco de morte, o que considera um saldo negativo, tendo apelado a todos para reflectirem em torno da situação.

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