Sociedade

Governo cria áreas de isolamento em hospitais

Edna Dala

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, garantiu, ontem, em Luanda, que estão a ser criadas a nível dos hospitais públicos, áreas de isolamento para acolher pacientes suspeitos de infecção por coronavírus. A doença respiratória viral que despoletou no dia 12 deste mês, na China, já infectou 2.744 pessoas e causou 80 mortes.

No Aeroporto 4 de Fevereiro foi reforçado o controlo
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

Em declarações à im-prensa, durante a reunião com o presidente do Conselho do Fundo Global, Sílvia Lutucuta disse que o Ministério da Saúde está a formar os profissionais e a reforçar as medidas de vigilância epidemiológica nas fronteiras, estações de comboio, autocarros e em todos os locais de grande aglomeração de pessoas.

A ministra garantiu que o procedimento de vigilância epidemiológica aplica-se em qualquer zona, companhia aérea, terminal privado ou não, voos nacionais e internacionais.
Recordou que estão instalados no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, nas áreas de desembarque, equipamentos para medição de temperaturas e rastreio, com base no preenchimento de fichas que servirão de notificações, caso se registe alguma situação de alerta.
Sílvia Lutucuta explicou que a medição de temperatura é feita com termómetros à laiser e electrónicos, alguns com infra-vermelhos e outros com outra tecnologia muito mais sofisticada, que à distância consegue determinar a temperatura.
Além do controlo de temperatura, disse, é pre-enchida a ficha que envolve além dos dados pessoais, como morada, número de telefone, um espaço onde o cidadão deve dizer se sente alguns destes sintomas e vamos acompanhar até aos hospitais onde estão a ser criadas áreas de isolamento.
O presidente do Conselho do Fundo Global, Donald Kaberuka, defendeu a necessidade de todos os países reflectirem sobre a problemática do coronavírus e sustentou que não se trata de uma questão política, mas é um facto que deve ser visto no sentido de se lutar contra.

China prolonga feriado

A China prolongou por três dias o feriado do Ano Novo Lunar, até 2 de Fevereiro, para desencorajar viagens e tentar conter a propagação do coronavírus que causou 80 mortes e infectou 2.744 pessoas.
Cerca de 769 novos ca-sos foram confirmados no domingo e mais de 30 mil pessoas que tiveram contacto com possíveis infectadas estavam sob observação médica, informou a Comissão Nacional de Saúde da China.
Dezenas de milhões de chineses que visitaram as suas cidades natal ou pontos turísticos deveriam re-gressar a casa esta semana no maior movimento de pessoas a nível mundial que se repete todos os anos, aumentando o risco de o vírus se espalhar em comboios e aviões lotados.
Em Portugal, não se confirmou a infecção de um homem que apresentava suspeitas e que foi hospitalizado no sábado, em Lisboa, depois de regressar de Wuhan.O Ministério dos Negócios Estrangeiros desaconselhou "viagens não essenciais" à China, devido ao novo coronavírus, justificando o alerta pelos eventuais riscos de saúde e pelas presentes limitações na circulação dentro do país.
A França está a organizar “um repatriamento por rota aérea directa” dos seus cidadãos localizados na região de Wuhan.

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