Sociedade

Guineense assassinado numa cantina na Kinanga

Edvaldo Lemos

Um cidadão de nacionalidade guineense, conhecido por Frank Range, 28 anos, foi assassinado, brutalmente, na segunda-feira, à noite, em frente à porta da cantina em que trabalhava, situada no bairro da Kinanga, Distrito Urbano da Samba,em Luanda, quando dois jovens meliantes armados penetraram no pequeno estabelecimento comercial.

Um crime bárbaro, perpetrado por meliantes, chocou os moradores do bairro da Kinanga
Fotografia: DR

Frank Range perdeu a vida depois de reagir ao assalto. Uma testemunha que esteve presente quando tudo aconteceu disse, ao Jornal de Angola, que dois jovens que se faziam transportar numa motorizada protagonizaram o assalto e levaram dinheiro e telefones da vítima.
Segundo ainda a fonte do Jornal de Angola, os meliantes fizeram-se passar por clientes, tendo solicitado yogurte Pascoal, e sem cobrirem os rostos anunciaram o assalto. A cantina situa-se junto à Administração Comunal da Kinanga, bairro da Coreia.
“O malogrado chegou à cantina para trabalhar, quando eram 19 horas. Não tardou, apareceram os dois jovens, um dos quais tinha uma muleta, enquanto o outro trazia uma pasta, trajando ambos roupas de cor preta “, contou.
A testemunha disse que tudo só aconteceu porque o malogrado reagiu, tentando seguir os meliantes, para reaver o dinheiro e os telefones roubados. Os tiros foram feitos fora da cantina.
“Ele reagiu ao assalto, porque o tiro não foi feito dentro da cantina, mas sim na porta, ele caiu dois metros depois. Ele foi uma pessoa muito respeitosa, nunca teve conflitos com ninguém no bairro” disse.
Maria Luísa, a dona da cantina arrendada pela vítima, disse que a falta de ilumina-ção na rua, apesar do elevado número de postos de energia, é, também, uma das causas que facilitam a actuação dos marginais.
Ela lamentou a demora da chegada da Polícia Nacional, cuja Esquadra se encontra próxima do bairro onde aconteceu aquele fatídico acto. Os moradores do bairro pedem que se faça justiça.
“Ele foi meu inquilino. Assim que soube do sucedido, tentamos pedir ajuda várias vezes, mas a Polícia Nacional apareceu muito tarde. Vivemos numa rua cheio de postos de iluminação, mas as lâmpadas nunca acenderam, nem parece que estamos em frente da Administração Comunal da Kinanga”, desabafou
O funeral da vítima foi realizado ontem, às 12 horas, no cemitério da Camama, pelos compatriotas da Guiné- Conacri residentes em Angola.

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