Sociedade

Hipopótamo mata um pescador e devasta lavras

Venâncio Victor | Malanje

Um pescador foi morto e dois outros ficaram com ferimentos ligeiros, em consequência de ataque desferido por hipopótamo, no rio Luando, na comuna do Bembo, 85 quilómetros a sul da sede municipal de Cangandala, província de Malanje, informaram as autoridades tradicionais da região, durante a visita do governador Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, para inaugurar uma esquadra da Polícia Nacional e um sistema de água.

População de Bembo assustada com presença de hipopótamos
Fotografia: DR

De acordo com o soba-adjunto do Bembo, Pimpão Manzana, os hipopótamos que estão a destruir igualmente lavras de culturas diversas, atacaram já, desde o início do ano em curso, três pessoas, das quais um pescador que conheceu a morte, no dia 8 do corrente mês, quando pescava em companhia de um outro, que escapou. 

O soba lamentou os prejuízos causados pelos animais e temem efectuar a pesca e actividades agrícolas no perímetro do rio Luando, tendo apelado as autoridades para resolverem os problemas, para se evitar ataques constantes de hipopótamos na comuna.
Já o soba, António Fonseca, da regedoria do Quimbolo, disse ter testemunhado algumas pessoas atacadas pelo animal aquático, enquanto outras desapareceram fisicamente e temem ir ao rio, tendo considerado a situação delicada, que poderá provocar outras consequências à população que vive da pesca e do cultivo.

“O hipopótamo é um animal, cuja carne pode ser comida, mas não devemos abatê-los, enquanto não houver ordens das autoridades”, disse a autoridade tradicional do Bembo, acrescentando que outras pessoas são dadas como desaparecidas, há dois anos, desde que a situação se instalou na região.
Manuel Valente, pescador, uma das vítimas que escapou ferido do ataque daquele animal anfíbio, disse ter sido surpreendido, juntamente com o colega, dentro da canoa, quando pescavam no meio do rio, muito distante da margem deste.

Manuel Valente explicou que tudo aconteceu quando o animal desferiu um golpe à canoa, atirando-os para água, sem qualquer hipótese. Enquanto o hipopótamo se dirigiu ao colega, ao ponto de o matar com as suas mandíbulas, Manuel Valente conseguiu escapar por sorte.
O corpo do colega foi retirado do rio, dia seguinte, 9 de Setembro e sepultado na segunda-feira, 11.

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