Sociedade

Historiadora sugere estudo profundo sobre a cultura

Roque Silva

A historiadora Rosa Cruz e Silva pediu, ontem, em Luanda, mais investigação jornalística e divulgação sobre assuntos que abordam a cultura nacional.

Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

A antiga ministra da Cultura falava à imprensa, depois de dissertar sobre “O tratamento dos temas culturais na imprensa”, no ciclo de refrescamento de jornalistas dos órgãos de comunicação social públicos, promovido pelo Ministério da Comunicação Social.
A historiadora defendeu uma abordagem mais profunda e técnica, nas matérias publicadas nos órgãos de comunicação social, para permitir uma melhor compreensão de determinados fenómenos e conceitos.
Rosa Cruz e Silva, membro do Conselho da República, manifestou a sua insatisfação com o tratamento dado aos assuntos de cariz cultural, devido ao facto de não ser regular a realização de reportagens sobre assuntos desconhecidos dos angolanos.
Para a historiadora, o acervo, as peças, as figuras históricas, os museus nacionais e regionais carecem de explicações técnicas sobre o seu significado e objecto social.
A abordagem, disse, deve ser regular “e não morre numa simples notícia pu-blicada por ocasião de efemérides”, a fim de o assun-
to continuar a ser objecto de estudo pelas gerações vindouras.
O secretário de Estado da Comunicação Social prometeu maior rigor e exigência na avaliação do desempenho e na qualidade do produto final apresentado pelos jornalistas.
Celso Malavoloneke, que representou  o titular da pasta, ausente por motivos de trabalho, reagiu ao murmúrio instalado na sala devido ao aumento dos tópicos e período da formação.
O secretário de Estado destacou a necessidade de os jornalistas se actualizarem regularmente sob pena de ficarem ultrapassados e lembrou que a comunicação e o jornalismo são áreas sobre as quais deve haver investimento na formação dos profissionais.
“(...) O ciclo de formação é um processo sério", disse o secretário de Estado da Comunicação Social, para quem a única orientação da liderança do Ministério da Comunicação Social destinada aos jornalistas é a de usarem os critérios que a profissão exige na pesquisa para a obtenção de dados.
“Não compete a nós dizer aos jornalistas como exercer a profissão e que  matérias devem tratar", acentuou Celso Malavoloneke.

 

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