Sociedade

Humanização deve começar sempre à porta dos hospitais

Fula Martins

A humanização dos serviços de saúde deve começar à porta de entrada da unidade sanitária, defendeu na quarta-feira o director-geral do Hospital Geral de Luanda.

Hospital Geral de Luanda quer prestar bons serviços
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Carlos Zeca, que falava ao Jornal de Angola, garantiu que o Hospital Geral de Luanda está apostado na prestação de serviços humanizados. Nesse sentido, realizou uma acção formativa sobre a “humanização dos serviços de saúde no acolhimento e atendimento aos utentes”.
A intenção, disse o gestor hospitalar, é incutir o espírito de humanização em todos os funcionários. No seu entender, falar de humanização na saúde é resgatar o respeito pela vida humana e aplicar bons procedimentos a favor dos utentes.
Carlos Zeca acentuou que, para a humanização da saúde, é necessária uma mudança positiva de mentalidade, para que os profissionais de saúde trabalhem sem preconceitos, visando a melhoria da assistência médica à população.
“É necessário melhorar a qualidade, o desempenho dos profissionais e a sua atitude no trabalho, a fim de corresponderem às expectativas dos pacientes e dos seus familiares”, salientou Carlos Zeca.
O gestor hospitalar lembrou que nenhum profissional de saúde deve rejeitar doentes porque os problemas de saúde não escolhem classes sociais.
Os profissionais da saúde não podem defraudar as expectativas dos pacientes, declarou Carlos Zeca, acrescentando que “lidamos com vidas humanas, algumas das quais fragilizadas, que procuram soluções imediatas para os seus problemas”.
O gestor hospitalar recomendou aos profissionais de saúde que melhorem o atendimento, lembrando ser fundamental abordar a humanização dos serviços de saúde em palestras.
O Hospital Geral de Luanda atende  por dia, 1.200 doentes e tem 451 trabalhadores, 52 dos quais são médicos, sendo 20 angolanos e 32 cubanos e chineses.

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