Sociedade

Igreja Católica propõe diálogo com os filhos

Weza Pascoal | Menongue

Mais de 200 mulheres membros da PROMAICA, núcleo feminino da Igreja Católica, oriundas das 18 províncias do país, apelaram, em Menongue, aos pais e encarregados de educação no sentido de manterem diálogo permanente com os filhos, sobre os fenómenos do homossexualismo e lesbianismo, encarados por esta denominação religiosa como pecado, violência à natureza humana e ofensa ao projecto original de Deus.

Fotografia: EDIÇÕES NOVEMBRO

O apelo foi feito durante a 14ª assembleia nacional anual, que decorreu no Cuando Cubango, sob o lema “PROMAICA forte e unida com a PROMAICA-Jovem, rumo à recuperação dos valores humanos e cristãos”.
As mulheres apelaram às autoridades civis, religiosas e a sociedade em geral, a permanecerem vigilantes para que o país não seja invadido pelas ideologias fundamentalistas e intolerantes, destruidoras da noção de família e do matrimónio.
As participantes pediram também aos órgãos de comunicação social, para enfatizarem nos programas infantis os perigos do homossexualismo e lesbianismo nas relações sociais e na construção de uma família sólida dentro da realidade cristã e cultural.
O encontro serviu para balancear as actividades da PROMAICA, realizadas no ano transacto, planificar as acções para 2018, bem como a eleição das direcções regionais e a elaboração do programa local para a realização do próximo congresso.
Segundo a porta-voz da assembleia, Desidéria Ndakhipapo, durante os quatros dias, as participantes centraram as discussões em temas relacionados com a valorização da família e do matrimónio.
Desidéria Ndakhipapo disse que o impacto do lema em referência deve criar uma mudança social nas pessoas, através da oração, palestras, catequeses e do diálogo entre pais e filhos.

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