Sociedade

Igreja está centrada na misericórdia

O Papa Francisco defendeu na quarta-feira, no Vaticano, uma igreja centrada na misericórdia, sem “desprezo” pelos que erram.

Papa quando recebia um banho de multidão
Fotografia: Oosservalore Romano | AFP


Na audiência pública semanal, que reuniu mais de sete mil pessoas na sala Paulo VI, o Papa lamentou que existam católicos que “desprezam” os outros e julgam-se “perfeitos.”  “É triste, isto”, advertiu.
A intervenção realçou que os contemporâneos de Jesus reagiram com críticas e acusações de “blasfémia” perante o seu ensinamento em relação ao perdão dos pecados, o que em última instância o levaria a ser crucificado.
“Perante esta incompreensão, o Filho de Deus morreu na cruz para perdoar as nossas falhas e para que possamos ser realmente livres”, realçou o Papa.
Francisco recordou a “proximidade de Jesus com os descartados, especialmente com os pecadores” e sublinhou que o coração de Deus quer a cura destas pessoas.
“Ainda hoje, há tantas pessoas extraviadas, porque não encontram ninguém disponível para as olhar de modo diferente do comum, ou seja, com os olhos, com o coração de Deus: disponível para as olhar com esperança”, observou. Jesus, acrescentou o Papa, vê uma possibilidade de ressurreição “mesmo para quem acumulou opções erradas, está sempre lá, com o coração aberto.”
A crucifixão de Cristo, disse Francisco, é o símbolo de uma fé que não aceita que o ser humano “arruíne toda a sua existência”.

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