Sociedade

Ilha de Luanda com novo Plano de Desenvolvimento

Um projecto arquitectónico-urbanístico, denominado “Plano Estratégico de Desenvolvimento da Ilha de Luanda”, que servirá para a manutenção das infra-estruturas dessa zona balnear da capital do país, foi apresentado sábado à sociedade civil.

Um pormenor da Ilha, que continua a ser um local aprazível
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

Ao materializar-se, o Plano irá contemplar espaços específicos para a publicitação de bens e serviços, realização de actividades culturais e desportivas, assim como o pagamento de taxas de saneamento básico e de turismo pelos utentes.
Com esse conceito, pretende-se incentivar e dinamizar os vários tipos de turismo localmente e, desta forma, arrecadar-se receitas para o Cofre do Estado, sem onerar as despesas do OGE, segundo o mentor da iniciativa, engenheiro civil Paulo Nobre.
“Não podemos ficar à espera que o Estado tenha disponibilidade financeira para fazer as intervenções que a Ilha necessita, porquanto esta área possui muitos atractivos, desde os pontos para publicidade e eventos, as praias e outras formas de gerar riqueza”, expressou.O que se nota, observou, é que nesta localidade, qualquer pessoa abre o seu negócio, mas sem pagar quaisquer verbas para a manutenção das infra-estruturas, não obstante pagarem os impostos/anuais intrínsecos às actividades que desenvolvem.
Ao apresentar o projecto, Paulo Nobre disse que os angolanos não podem deixar cair a Ilha do Cabo, por ser importante para os moradores, frequentadores e pelo facto de o turismo ser nulo sem que esta zona esteja em condições para receber os cidadãos.
“É assim que se faz em todo o mundo, a exemplo de Copa Cabana (Brasil). Pois, temos de reabilitar e conservar a Ilha, e não incumbir toda a responsabilidade ao Estado, que por sinal está descapitalizado. Precisamos de rentabilizar a zona”, resumiu.
Paralelamente ao “Plano Estratégico de Desenvolvimento da Ilha de Luanda” foi também apresentado um outro “Projecto de Produção de Adubos Orgânicos”, já em implementação, a partir de resíduos sólidos (lixos), sob iniciativa do engenheiro Bernardo Karitoco.

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