Sociedade

INAMET: País carece de investimentos para cobertura sísmica

Manuela Gomes

O director do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET) alertou ontem, em Luanda, para um maior investimento no sector que permita uma maior cobertura em termos de registos sísmicos no país, assim como o aumento de estações de controlo de actividade sísmica.

Fotografia: DR

Domingos Nascimento que falava em conferência de imprensa sobre os dois últimos eventos sísmicos (tremor de terra) registados em menos de duas semanas, nalgumas regiões do país, disse que é preciso aumentar as parcerias de monitorização e investigação com as universidades.  

"Angola tem actividade sísmica de facto, com isso é preciso mais e maiores investigações para se dar resposta a essas actividades, desde as de menor intensidade às mais intensas", disse Domingos Nascimento. O responsável explicou que o país dispõe de apenas quatro estações de controlo sísmico, localizadas nas províncias do Bengo, Huíla, Lunda-Norte e Moxico.

"Pelo menos 30 estações seriam um grande ganho, mas o ideal para uma cobertura exemplar, 50 estações seriam o modelo ideal, atendendo a dimensão do território nacional". 

Em termos de informação sísmica, Angola tem parceria com a Namíbia, República Democrática do Congo (RDC) e a Zâmbia, havendo neste momento no país quatro zonas de ocorrências de sismos, sendo a primeira, com maior incidência, situada entre o Planalto Central e o Deserto do Namibe, tendo a província do litoral tido um registo sísmico histórico de grande intensidade, na região do Yona.

A zona dois, abrange as regiões de Luanda, Bengo e parte do Zaire; a terceira circunscreve-se às províncias da Lunda-Norte e da Lunda-Sul, enquanto que a última abarca o Moxico e parte do Cuando Cubango.  Em termos geológicos, as referidas regiões da zona três situam-se numa altitude considerável e em áreas onde está centrada a produção diamantífera, isso faz com que, naturalmente, haja sempre probabilidades de ocorrer eventos sísmicos.

Domingos Nascimento aconselha que sempre que se projectar uma grande construção nessas zonas, se deve fazer um estudo de informação sísmica.

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