Sociedade

Incêndio deflagrou em edifício devoluto

Kindala Manuel

Um incêndio de pequenas proporções deflagrou às cinco horas da manhã de ontem num edifício abandonado, onde funcionou uma agência da empresa Nossa Seguros, na Rua Amílcar Cabral, na Baixa de Luanda.

O edifício abandonado é agora refúgio de jovens de rua
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

O incêndio pode ter sido causado por fogo posto, uma possibilidade levantada pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros depois de ter ouvido moradores da área.
O porta-voz em Luanda do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Minguês, disse ao Jornal de Angola que, quando o organismo tomou conhecimento da ocorrência através da Polícia Nacional, uma equipa chegou ao local trinta minutos depois.
A quantidade de resíduos sólidos depositados no local por moradores da zona, misturados com papéis deixados pela empresa seguradora, facilitou a propagação do fogo.  
Faustino Minguês alertou as empresas para nunca abandonarem edifícios sem a certeza de que estão devidamente fechados, um procedimento que visa prevenir actos de vandalismo por meliantes que, “na calada da noite, utilizam estes locais para acções criminosas”. O porta-voz disse que o fogo ateado em resíduos sólidos depositados em áreas habitacionais representa um perigo para os moradores e transeuntes. José Alberto, electricista de profissão e morador na Baixa de Luanda, admitiu que o incêndio tenha sido causado por jovens que dormem no edifício devoluto, uma possibilidade que avançou por ter observado a saída deles do local um pouco antes da chegada dos bombeiros.
“É do conhecimento dos moradores que, além de fazerem do prédio moradia, os jovens consomem no local drogas e fazem necessidades fisiológicas”, informou José Alberto, que disse esperar que sejam retirados do local por praticarem também crimes mesmo à luz do dia.
José Alberto acentuou que o estado do  edifício é do conhecimento da  administração do distrito urbano da Ingombota, que em Março chegou a contratar a empresa Queiroz Galvão para fazer limpeza, trabalho que ficou comprometido por não ter o edifício portas seguras, o que facilita a entrada de jovens de rua, que se dedicam à ocupação e “venda” de espaços públicos para estacionamento de viaturas.

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