Sociedade

Índice de mortes por malária no país em queda desde 2016

O Ministério da Saúde (MINSA) investiu três mil milhões de kwanzas para o tratamento da malária simples, anunciou, na quinta-feira, a ministra Sílvia Lutucuta, indicando que o índice de mortes pela doença no país reduziu 6 mil casos por ano, comparando com o período 2016/2017 cujo registo era de 12 mil mortes por ano.

Se em 2016, o número de mortes por malária era de 12 mil, agora baixou par 6 mil pessoas
Fotografia: Adolfo Dumbo | Edições Novembro

Em entrevista à TPA, a ministra afirmou que o foco continua a ser a redução do número de casos no país, com o reforço de fármacos nos hospitais, a melhoria das condições de atendimento, formação e enquadramento de novos profissionais e o aumento da rede de unidades hospitalares no país.

Conforme a ministra, o combate ao vector malárico passa também pela contribuição das comunidades, com a redução dos charcos, poças de águas paradas e amontoados de lixo, de forma a evitar o foco dos mosquitos.

Sílvia Lutucuta frisou que o sector da Saúde teve um aumento de profissionais na ordem dos 30 por cento, comparando com o ano 2018, que contava com 70 mil profissionais. Actualmente conta com quase 100 mil em diversas carreiras.

Em dois anos (2018/2020), o sector realizou dois concursos públicos de ingresso, sendo que no primeiro foram admitidos nove mil e 120 novos profissionais e no segundo sete mil nas carreiras de saúde.

Avançou que cerca de 46 por cento dos novos quadros estão a ser colocados em municípios mais longínquos, para garantir a equidade no atendimento das populações.

Valorização dos quadros
Esclareceu que o MINSA criou um novo regime remuneratório, permitindo que 40 mil profissionais beneficiassem da actualização de categoria e consequentemente a melhoria do salário.

Apostou também na formação de curta e média duração e formação especializada e contínua dos profissionais das diversas áreas.

“Por está razão recorremos a Cuba para reforçar as acções de formação de 80 por cento dos nossos quadros. Prevemos a curto prazo formar os técnicos do sector em cuidados de saúde primários”, reforçou a ministra.

Infra-estruturas
Sílvia Lutucuta destacou ainda a necessidade de mais infra-estruturas no sector, tendo em conta o crescimento populacional do país.

Neste capítulo, a ministra destacou a construção de hospitais de referência nacionais, entre os quais de Cabinda, o Sanatório de Luanda, que será um centro de tratamento de doenças infecciosas, com componentes cirúrgicas quer pulmonar de alta complexidade.

A nova unidade vai aumentar a capacidade para 350 camas, das quais 200 camas serão para descompressão negativa.

Ainda em Luanda, apontou o Hospital Materno Infantil do Camama, com uma capacidade de 200 camas, com componente pediátrico (serviços pediátricos e materno infantil), para além do Instituto Hematológico Pediátrico, para atender os casos de anemia falciforme.

O próximo desafio, de acordo com a ministra, será a construção da Oncologia Pediátrica, o Instituto de Medicina Forense, que terá também uma componente de investigação.

Na província do Bié está em construção um hospital com capacidade para 200 camas. A rede aumentou com a reinauguração do Hospital Ngola Kimbanda.
Informou que dos 11 centros ortopédicos nacionais, já foram reabilitados sete, em Luanda, Huambo, Bié, Moxico, Uíge, Cuando Cubango, faltando os de Benguela e da Huíla.


Registados mais de 23 mil casos e 34 óbitos na província do Bengo

Pelos menos 34 pessoas morreram de malária, durante o mês de Maio do corrente ano, na província do Bengo, de um total de 22.993 casos de malária registados na região, informou fonte do Gabinete Provincial de Saúde.

A informação consta do relatório final da terceira reunião ordinária do Governo Provincial do Bengo, que se debruçou sobre a vida económica e social da região, com destaque para a Saúde e Educação.

Durante o encontro, os participantes tomaram conhecimento da situação epidemiológica da província, que até ao momento não registou nenhum caso de Covid-19 e recomendou o redobrar das medidas de prevenção.

Relativamente ao concurso público da Saúde de 2019, os responsáveis foram informados de que estavam inscritos 6.678 candidatos, dos quais 1.951 tiveram nota positiva e somente 320 foram admitidos, sendo 58 médicos, 137 enfermeiros, 85 técnicos de diagnóstico e terapêutica e 40 técnicos de apoio hospitalar.

Em relação ao reinício das aulas nas instituições do ensino secundário, os participantes tomaram conhecimento que das 14 escolas existentes na província apenas nove estão em condições para reabirem.

O ponto de situação da Ordem Pública, durante o segundo trimestre deste ano, refere o registo de 221 crimes, o que representa uma operacionalidade na ordem dos 75 por cento.

No mesmo período, foram registados 73 acidentes de viação, que resultaram na morte de dez pessoas. A par disso, o movimento migratório interpelou e deteve 339 cidadãos, dos quais 18 da República Democrática do Congo (RDC).

Orientado pela governadora Mara Quiosa, o evento apreciou a proposta do estatuto que regula o funcionamento da Brigada de Manutenção e Conservação de Estradas do Bengo, definida como pessoa colectiva pública, dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial.

Foi orientado que o grupo de trabalho continue a aprimorar a proposta, incluindo os vice-governadores, administradores municipais, delegada das Finanças, gabinete jurídico e recursos humanos, para submetê-la aos Ministérios da Administração do Território e Reforma do Estado e da Construção e Ordenamento do Território e Habitação.

A reunião apreciou e aprovou a proposta sobre a realização do Festival Provincial de Teatro Temático, previsto para os dias 30 e 31 de Julho, envolvendo seis grupos teatrais locais, cujo objectivo é promover maior dinamismo ao panorama cultural na província.

A adopção das novas regras de execução do OGE 2020, apoiadas no Decreto Presidencial nº 141/20, de 21 de Maio que aprova as referidas regras, constou dos temas discutidos.

Os participantes no encontro apreciaram um projecto preliminar contendo a perspectiva da nova cidade de Caxito, uma iniciativa de carácter público-privado, que visa conferir maior dignidade e modernidade à capital da província do Bengo.

Participaram na reunião os vice-governadores, administradores municipais, directores dos gabinetes dos serviços executivos e de apoio da província do Bengo.

Pedro Bica | Caxito

 

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