Sociedade

Invasores de casas do Capari desobedecem ordem da PGR

Os indivíduos que ocuparam, ilegalmente, os 150 apartamentos do bloco 8, na centralidade do Capari, na província do Bengo, recusam-se a cumprir as ordens da PGR para abandonarem as residências.

Fotografia: DR


Em declarações ao Jornal de Angola, um dos ocupantes que preferiu o anonimato, afirmou que não vai abandonar o projecto habitacional e espera por uma negociação com o Governo a legalização do imóvel. “Não temos para onde ir com os nossos filhos, aqui só esperamos negociar com o Governo, para passarmos a cumprir os pagamentos mensais exigidos”, alegou.

Durante a conversa, disse ter gasto já “algum dinheiro” empregue na reparação do apartamento, que se encontrava totalmente vandalizado. Por isso, apela ao Governo que se encontre um “meio termo”, para resolver o problema, pois, justificam, as casas estavam abandonadas e, na sua maioria, vandalizadas.

Fernanda Tavares, outra invasora revelou que, entre os ocupantes, constam militares, professores e muitos agentes da Polícia Nacional.
“Embora reconheçamos a nossa ilegalidade, pretendemos contratar um advogado para nos defender, porque queremos, apenas, um tecto condigno para morar e realizar o sonho da casa própria”, disse.

A representação do Fundo de Fomento Habitacional no Bengo, recusou falar à nossa reportagem, por alegada falta de autorização para o efeito. O Jornal de Angola soube, no local, que entre os ocupantes estão, moradores dos blocos 6, 9 e 10, que viviam antes na centralidade sob a condição de inquilinos.

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