Sociedade

Jovens marcharam ontem contra o desemprego no país

Mazarino da Cunha

Jovens desempregados com qualificação académica média, superior e profissional manifestaram-se ontem, em Luanda, para pedir a criação de mais postos de trabalho.

Manifestação em Luanda decorreu ontem sem incidentes
Fotografia: Contreiras Pipa| Edições Novembro

A manifestação pacífica, que teve início no Largo da Sagrada Família, no bairro Maculusso, concentrou-se no Largo da Maianga, onde,de forma ordeira e pacífica, dezenas de jovens saídos de vários municípios de Luanda fizeram questão de lembrar às autoridades nacionais para dar solução ao elevado número de desempregados existentes no país.

Laurindo Sahana, licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto, disse ao Jornal de Angola que os jovens quiseram, com a realização da manifestação de rua, solicitar a quem de direito mais postos de trabalho.
Dois anos se passaram desde as eleições, frisou o manifestante Laurindo Sahana, e “não há ainda um pronunciamento oficial sobre o futuro da juventude”. Mesmo debaixo de um aparato da Polícia Nacional e de militares afectos à Unidade de Guarda Presidencial (UGP), frisou Laurindo Sahana, os jovens querem apenas transmitir publicamente o seu descontentamento pelo silêncio do Executivo em relação ao emprego para a juventude angolana.
Fonseca da Graça, formado em Arquitectura, há três anos, disse ser importante combater a corrupção, mas sem que se esqueça o Direito ao Emprego, com uma remuneração justa e digna.
Nas políticas do Executivo, realçou o manifestante,é imperioso a criação de oportunidades de emprego para os mais de três milhões de jovens, muitos dos quais chefes de família.
De igual modo, cerca de duas centenas de desempregados da província do Cuanza-Norte, manifestaram-se também, ontem, nas ruas da vila do Dondo, município de Cambambe, para pedir ao governo local a criação de políticas públicas de fomento do emprego.

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